Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2018

É inegável que, mesmo tendo atos homossexuais legalizados desde o século 19 (sendo um dos pioneiros da América Latina e do mundo a adotarem tal posição), o Brasil é um dos países onde ocorrem mais assassinatos de homossexuais no mundo. O problema do preconceito, nesse caso, não se dá pela legitimação do estado para tais minorias (como ocorre em países como Barbados por exemplo), mas sim por intolerâncias cultivadas nos dias atuais que precisam ser mais rigidamente combatidas, pois não há uma legislação específica contra a homofobia.

Um dos fatores mais relevantes que podem ocasionar o pensamento de ódio a homossexuais são: o tradicionalismo religioso (tendo em vista que grande parte das religiões consideram práticas homoafetivas como heresia) e/ou o apoio a princípios conservadores moralistas e grupos de ódio (que sempre relativizam o preconceito que suas próprias vitimas sofrem).

No que diz respeito as religiões e a demonização dos homossexuais, é possível observar como um padrão de certos cultos protestantes pentecostais espalhados por todo território brasileiro que, com um número cada vez mais abrangente de fiéis, se é proliferado com fundamentalismo o preconceito a minorias. Temos como exemplo o ministro da Assembleia de Deus Silas Malafaia, que disse que agrediria seu filho se este fosse gay.

Bem como, políticos representantes da chamada ‘‘Bancada Evangélica’’, grupo de aliados ao interesse de igrejas pentecostais (como por exemplo a própria Assembleia de Deus), os quais legislando por seu fundamentalismo, consideram direitos dos LGBTs como privilégios.

Dessarte, a solução eminente para o combate a homofobia no país seria a aplicação de um projeto de lei que punisse (com especificidade) o preconceito contra LGBTs considerando o ato incivil, impondo com multa, ou (em casos menos graves) educação sexual comportamental, ensinando ao réu acusado que cada um sendo gay, lésbica ou bissexual merece apenas o minimo de tolerância. Só assim haverá conscientização total sobre o respeito a todos e todas, independente de orientação sexual.