Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2018

Quando a intolerância se torna intolerável

O fenômeno da homossexualidade, que hoje é vista com repulsa por algumas pessoas, era bem aceito em sociedades antigas como a greco-romana. A repressão a tal sexualidade nasceu junto com os ideais cristãos; na Idade Média, período de hegemonia da Igreja Católica, o homossexualismo foi fortemente oprimido, assim como na 2º Guerra Mundial, quando a homofobia atingiu seu ápice. As consequências destes períodos reverberam-se até hoje, no Brasil, ser gay só parou de ser considerado doença, distúrbio mental ou perversão somente em 1999 pelos Conselhos de Medicina e Psicologia.

Esses fatos muito recentes deixam enraizados na memória do povo brasileiro a discriminação e o ódio, este, que fez com que em 2017 houvesse 445 mortes de pessoas pertencentes a comunidade LGBT, número que é 30% maior do que o ano anterior, de acordo com o Grupo Gay da Bahia. Transformando assim, o país do futebol e do carnaval, no país que mais mata LGBTs no mundo, superando até os lugares onde participar deste grupo é ilegal.

Por outro lado, o reconhecimento dos direitos dessa comunidade vem avançando. Em 2010 foi permitida a adoção de crianças por casais gays e, três anos depois, o Conselho Nacional de Justiça aprovou uma nova resolução que obriga os cartórios a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento. A cada dia amplia-se a porção de ONGs em prol dos direitos dos homossexuais, mais empresas fazem produtos e participam de campanhas voltadas a esse grupo e, em pleno ano de eleição, a quantidade de canditados que declaradamente carregam a bandeira colorida aumentou em 386%, de acordo com a Associação Brasileira de LGBT+.

Detarte, é inquestionável a importância de se erradicar a homofobia no Brasil. O governo deverá seguir em frente com a aprovação do PLC 122, que criminaliza a LGBTfobia e a classifica como crime de ódio. Deverá também ser feito um programa educacional em escolas públicas e particulares; conveniando-se com ONGs e até empresas, palestras e aulas poderão ser ministradas, também poderão ser exibidas em redes de televisão abertas e em redes sociais esquetes sobre o tema, para que assim, os jovens cresçam tendo uma educação que os informem sobre a diversidade sexual, diminuindo assim, a homofobia. Porque como diz Hellen Keller, “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”.