Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 29/10/2018

Na historiografia e na contemporaneidade a homossexualidade faz-se presente e, com ela, uma carga de preconceitos vigentes sobre esse determinado grupo social. Em muitos casos, o preconceito possui bases religiosas que consideram LGBTs como pecadores, acarretando dessa forma, a perpetuação da homofobia em meio à socidade brasileira e no mundo.

Nesse contexto, durante a Alemanha nazista, não só judeus, mas também homens gays eram levados para os campos de concentração onde eram torturados, vistos como uma raça a ser exterminada, eram submetidos em condições de vida desumana além de experimentos científicos dos quais, por vezes, os levavam à morte. Tal descriminação e subjulgamento durante toda a história no mundo, gera a marginalização de LGBTs na sociedade atual, promovendo a continuidade desse paradigma.

Paralelo a isso, o Brasil, atualmente, é um dos países que mais mata gays no mundo. De acordo com o jornal online “Agência Brasil”, em 2017 mais de 400 LGBTs foram mortos no país, sendo uma vítima a cada 19 horas. Além disso, é preciso ressaltar a ausência de medidas que assegurem a proteção aos indivíduos que sofrem com a intolerância contra suas respectivas orientações sexuais, levando muitos a não denunciar agressões ocorridas, incontáveis ataques tentam se autojustificar na religião dos agressores, torna-se refutável visto a laicidade do país.

Infere-se, portanto, a continuidade do preconceito acerca de determinadas minorias sociais como os LGBTs. Dessa forma, faz-se necessário o engajamento do Poder Legislativo criando leis que criminalizem todo e qualquer ato homofóbico contra um indivíduo homossexual, concomitantemente ao Poder Executivo, garantindo a execução adequada dessas leis, punindo e promovendo o encarceramento de pessoas que tenham agredido verbalmente ou fisicamente o outro por sua orientação sexual, dessa forma, assegurando os direitos naturais de todo e qualquer cidadão, independe de sua opção sexual.