Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 01/11/2018
Desde o livro Utopia, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade depende de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa a homofobia no país, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, torna-se clara a negligência e a compactuação da sociedade, bem como a falta de atitude do Estado.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência do problema no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que relativa os casos de homofobia. Um exemplo disso são os comentários homofóbicos, condenados por lei, do candidato eleito à presidência Jair Bolsonaro. Nesse contexto, o sociólogo alemão Jurgen Habermas afirma que a sociedade depende das críticas às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.
Ademais, em um segundo plano, é indubitável que a questão constitucional e sua devida aplicação estejam em harmonia para resolver o problema. Tal fato de reflete na falta de leis que criminalize a homofobia no Brasil, medida que deixaria a resolução da problemática mais perto, e devido à má gestão pública por parte dos gestores isso não acontece. Nesse cenário, o Filósofo grego Aristóteles afirmar que a política deve ser utilizada de modo que o equilíbrio seja alcançado na sociedade.
Logo, o Estado deve criar leis que criminalize a homofobia no país, por meio de projetos devidamente aprovados nos três poderes, com o objetivo de diminuir os índices de homofobia do Brasil. Além disso, cabe ás escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre as consequências da homofobia. Isso pode ser feito por programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de criar uma empatia social frente à população LGBT. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolver-se.