Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 30/10/2018
Monocromática
Isolamento, Agressões. Depressão. Na sociedade moderna, essas são algumas das dificuldades enfrentadas pelos homossexuais. Na Grécia antiga, o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo era tratado com naturalidade. Nesse sentido, fatores históricos e a ausência de leis específicas para combater a homofobia no país tem excluído essa parcela da sociedade.
Em primeiro lugar, a consolidação do Cristianismo e de outras religiões contribuíram para a redefinição de valores sociais. Para se ter ideia, durante o período medieval, o sexo era aceito pela Igreja Católica apenas para procriação e o prazer sexual não era permitido. Assim, devido à grande influência religiosa, a homofobia passou a ser um fato social, que segundo Émile Durkheim é uma maneira coletiva de agir e pensar.
Essa construção ainda é presente e tem propagado, em alguns casos, o ódio, que no Brasil não é devidamente punido. Isso ocorre, pois, vários parlamentares - principalmente de bancadas mais conservadoras - são resistentes à aprovação de projetos de leis que a criminalize. Desse modo, o machismo é sustentado pela impunidade que gera números alarmantes. Em 2013, aproximadamente 26 homossexuais foram assassinados por mês, de acordo com o Grupo Gay da Bahia.
Fica claro, portanto, que a aversão à homossexuais é sustentada pela ausência de leis para coibir essa prática no país. Nesse sentido, o poder Legislativo, em parceria com o Executivo, deve criar campanhas com vídeos e fotos evidenciando que as agressões físicas e verbais sofridas por eles é um problema social, e assim como o racismo precisa ser combatido. Através delas, parlamentares e cidadãos poderão se engajar para aprovação da criminalização, primordial para reverter esse quadro. Assim, a comunidade LGBT terá aos poucos uma sociedade mais igualitária e de volta sua bandeira multicolorida, diferente do monocromatismo de luto e dor presente hoje em dia.