Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 31/10/2018
Durante o período da Segunda Guerra Mundial, o conhecido pai da computação Alan Turing que contribuiu na ciência da computação desempenhando um papel importante na criação do computador moderno, se suicidou após descobrirem sua homossexualidade. Hoje, ainda é visto casos de jovens que cometem o mesmo ato, com medo de viver numa sociedade extremamente intolerante com a população LGBT no Brasil, sendo necessário descobrir os motivos desse preconceito e o que ele acarreta a essa minoria subjugada.
Dessa maneira, tem-se no Artigo 3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos a afirmação: ‘‘Todo ser humano tem direito a vida, a liberdade e segurança pessoal’’, entretanto, nota-se que a liberdade dos que possuem uma orientação sexual oposta, é motivo para que essa parte da sociedade esteja sujeita a agressões físicas e psicológicas, sendo feitas em grande parte pelo meio virtual. Vale também ressaltar que a segurança pessoal dos LGBT’s no país, ainda não é efetiva, uma vez que morrem 1 LGBT a cada 19 horas, segundo o jornal Catraca Livre. Assim, é perceptível que essa minoria da sociedade ainda sofre muito com a intolerância, tendo a questão religiosa uma das principais causadoras desse preconceito, tendo em vista que muitos a usam para estabelecer princípios.
Sendo assim, no mundo atual, mesmo com maior representatividade, a população LGBT ainda sofre muito com intolerância, não podendo agir da mesma maneira que casais heterossexuais, pois o medo de ser agredido é constante. Nesse sentido, é válido lembrar que as consequências que essa classe sofre é grande, podendo ocasionar problemas psicológicos que se não tratados podem causar danos irreversíveis, tendo como exemplo o caso do garoto James Myles de 9 anos que se suicidou após contar aos amigos na escola que era homossexual, caso que aconteceu nos Estados Unidos. Logo, é importante inserir essa população na sociedade de maneira homogênea, para que diminua as consequências trazidas para essa minoria.
Desse modo, ao analisar o pensamento do ativista social Nelson Mandela, no qual ele diz que a educação é a única arma que pode transformar o mundo, se dá como necessário que o Ministério da Educação inclua o ensino da Educação Sexual na grade curricular dos alunos do Ensino Médio, com o objetivo de promover o respeito entre a opção sexual de cada um, para que o Brasil passe a ser um país mais tolerante com a população LGBT. Ademais, é de extrema valia que o Ministério da Justiça passe a cosiderar Homofobia como um crime, para que as punições sejam feitas de maneira mais justa. Assim, a Declaração dos Direitos Humanos seria mais respeitada, caminhando para um país com mais empatia entre todas as escolhas sexuais.