Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 31/10/2018
Vivendo com as diferenças
É indubitável que no campo hodierno brasileiro, a questão da homofobia não é tratada com a devida atenção que merece. Segundo ao Grupo Gay da Bahia (GGB), o Brasil é o país que mais mata LGBT no mundo. Apenas em 2017, foram 445 mortes deste grupo, aproximadamente, acontece uma morte a cada 19 horas no país.
Convém ressaltar, a princípio que grande parte da homofobia vem da herança histório-cultural brasileira que na época da colonização, foi determinado pela a igreja católica, que a união afetiva correta era entre um homem e uma mulher. Diante disso, uma grande parte da sociedade se modelou a ideologia, gerando diversos casos de preconceitos com pessoas LGBT. Nas vítimas dos ataques, o preconceito e a exclusão são as causas de diversas doenças mentais e em casos mais extremos, a solução para alguns acaba sendo o suicídio.
Outrossim, a falta de legislação também corrobora a problemática. No Brasil, não existe uma lei própria que criminalize a homofobia ou alguma delegacia especializada para lidar com os casos (como por exemplo, a delegacia de mulher). Além disso, a PL 122, que visava a criminalização da homofobia, ficou anos no senado e por não ter seguido em frente, acabou sendo arquivada. De fato, a inexistência de uma lei que não assegure e proteja as vítimas acaba causando muita impunidade e os agressores, se sentem livres para continuar cometendo os crimes.
Destarte, medidas devem serem tomadas para resolver tal impasse. Cabe ao Ministério da Educação, criar campanhas e aulas nas escolas com presença de pais e alunos para desconstruir este pensamento homofóbico na sociedade. Ademais, o poder legislativo deve com urgência, aprovar as leis que criminalizem a homofobia e criação de delegacias especializadas nas cidades, a fim de incentivar as denuncias das vítimas. Feito isto, o Brasil se tornará um país mais seguro para toda a sua população LGBT viver sem medo.