Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 31/10/2018
A obra cinematográfica estadunidense “O Jogo da Imitação” retrata a história do matemático Alan Turing, que foi condenado a castração química e o tratamento hormonal, por ser homossexual, 1952. Hodiernamente, nota-se que o preconceito com essas pessoas ainda perdura, principalmente na sociedade conservadora brasileira. Diante dessa perspectiva, não há dúvidas de que a homofobia é um grande problema a ser enfrentado pelo Brasil; a qual ocorre devido aos valores culturais discriminatórios e que tem como consequência o alto número de mortes desse povo.
Em princípio, como já foi teorizado pela antropóloga americana Ruth Benedict, “a cultura é a lente pela qual a sociedade enxerga”. De maneira análoga a realidade brasileira, tal postulado demonstra o quanto os valores adquiridos no convívio social são bases para a intolerância sexual, haja vista a perpetuação de discursos homofóbicos pelas famílias conservadoras do Brasil e a relativização do sofrimento dos LGBT+s (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e outros). Nesse sentido, é essencial mudar a mentalidade dos indivíduos a fim de coibir essa problemática.
Por consequência dessa cultura homofóbica, há, hoje, um grande número de assassinatos de homossexuais. É sabido que, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, ocorre, em média, uma morte de LGBT+s a cada 28 horas. Por esse ponto, percebe-se o quanto o preconceito com esses cidadãos é absurdo, violento e passível de punição. Portanto, é de fundamental importância findar a homofobia no intuito de melhorar esse cenário.
Destarte, infere-se que ainda há entraves para garantir a manutenção dos direitos inalienáveis e do bem-estar dos homossexuais. Cabe, então, ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos, elaborar campanhas socioeducativas, veiculadas na mídia, para todos os brasileiros, acerca dos direitos à vida, segurança e liberdade de qualquer cidadão com a finalidade de promover a tolerância e o respeito aos LGBT+s. Aliado a isso, o Estado, juntamente com o Ministério da Justiça, deve criar delegacias especializadas em fiscalizar atos violentos e homofóbicos com o objetivo de punir quem os prática. Assim, o Brasil poderá superar tais desafios.