Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 01/11/2018

Fortes dogmas da sociedade: homofobia

Após décadas de reivindicações e protestos para o reconhecimento dos direitos civis, na sociedade preconceituosa do Brasil, em 2015, a comunidade LGBT finalmente pôde testemunhar a regulamentação do casamento homoafetivo, até então proibido. Tal medida ainda não foi suficiente para que uma expressiva resistência por parte da população continuasse disseminando intolerância e ódio contra essas pessoas: a homofobia. Motivo pela morte de milhares de LGBTs, esse problema configura um risco de extrema nocividade para a sociedade.

Inicialmente, o público gay continua sendo extremo alvo de preconceito e injúria. Dados da GGB (Grupo Gay da Bahia) apontam que a cada 19 horas, 1 homossexual é morto no Brasil, reforçando a tese de que ainda vivemos em uma realidade marcada pela intolerância e segregação contra grupos que compartilham da mesma essência e origem. Essa realidade pode ser explicada pela intensa presença religiosa no estado, que apesar de ser laico, ainda sofre forte influência de dogmas cristãos, que impedem a consolidação de leis ou medidas penalizantes à homofobia. Assim, faz-se necessário a constituição de políticas em aparo à comunidade LGBT, tão atacada por pré-conceitos.

Em adição, a homofobia é o principal motivo para que transtornos psicológicos desenvolvam-se em adolescentes e crianças homossexuais. O conceito de que a homossexualidade seja uma opção é biologicamente contestado, pois tratando-se de uma condição humana, o termo mais adequado para classificar esta condição é: orientação sexual. Desde crianças, essas pessoas são forçadas a mudarem suas individualidades para se encaixarem em padrões sociais, ocasionando-nas, na maioria das vezes, profundas falhas e frustrações. Sendo assim, parte expressiva dessa comunidade é exposta à ofensas e exclusões sociais, configurando sérios riscos como o suicídio.

Fica claro, portanto, que a homofobia representa um grave entrave para o progresso da sociedade brasileira. Para que este cenário mude, o Poder Legislativo deve sancionar leis que criminalizem a homofobia, a fim de que qualquer atitude de caráter homofóbico seja penalizada, para que, assim, a comunidade LGBT goze de seus direitos como cidadãos. As escolas devem incluir em suas grades curriculares, conteúdos sociológicos sobre a orientação sexual de indivíduos, garantindo, assim, o pleno respeito e a aceitação dos variados tipos de gêneros humanos. Talvez, assim, o Brasil possa progredir para um futuro próximo em que todos compartilhem títulos de igualdade.