Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 02/11/2018
Brás Cubas, defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas ‘‘Memórias Póstumas’’ que não teve filhos e não transmitiu á criatura alguma o legado de nossa miséria. Talvez hoje ele percebesse sua acertada decisão: a postura de muitos brasileiros diante da homofobia tem se tornado lamentável, onde duas pessoas do mesmo sexo tendo uma relação afetiva torna-se uma fronta á certas pessoas, tornando isso um problema a ser solucionado.
Segundo Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Nesse sentido, vê-se que a questão da homofobia vem de uma herança histórica, sendo ela, a religiosa que vem acarretando intolerância desde a Idade Média, onde os pensamentos da época trouxeram pensamentos atuais hierárquicos, junto com eles a violência, que segundo Jean Paul Sarte, independente de como ela se manisfesta é sempre uma derrota.
Desse modo, é válido analisar que a homofobia não é crime no Brasil, ou seja, não há leis que punam homofóbicos de violentar tanto fisicamente como verbalmente homossexuais. Sob essa ótima, cabe avaliar que segundo o Grupo Gay da Bahia, em 2013 o número de assassinatos chegou a pelo menos 312, o que corresponde a uma morte á cada 28 horas, tornando uma emergência a resolução da problemática.
Diante do exposto, conclui-se que medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Justiça criar uma Lei em prol do grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais) que puna severamente qualquer tipo de violência e negligência contra essas pessoas. Cabe também ao Ministério da Educação implementar nas escolas palestras e movimentos á favor da Igualdade de Gênero, mostrando ás crianças e jovens e incentivando-os ao respeito mútuo com as pessoas. Assim, levando ao futuro um país livre de preconceito.