Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 16/02/2019

Homofobia: um atentado a dignidade humana

A página eletrônica “G1” divulgou em 2017 que a cada 25 horas uma pessoa é agredida ou morta devido a sua orientação sexual. Em 2013, segundo “O Globo”, tal fato era menos frequente, ocorrendo a cada 28 horas. Percebe-se a urgência com a qual providências devem ser tomadas, objetivando mitigar esses números e preservar a individualidade de cada um.

Apesar de o tema estar em evidência, o ódio e a discriminação a comunidade LGBTQ ainda é muito frequente. É comum, hoje em dia, ver casais homoafetivos serem representados em telenovelas, o que é algo positivo pois a mídia é uma grande formadora de opinião e tratar com naturalidade é o primeiro passo para que o preconceito seja desnudado e que a liberdade de ir e vir de cada indivíduo seja respeitada.

A privação da liberdade de expressão é inconstitucional e fere a dignidade da pessoa humana, o que é incoerente, visto que fazer parte da comunidade LGBTQ em uma sociedade heteronormativa rende inúmeros constrangimentos diários. É comum que casais do mesmo sexo se sintam constrangidos em demonstrar afeto em público, como o simples gesto de dar as mãos, situação que não é experienciada por casais heterossexuais.

É fato que ainda estamos muito longe de erradicar as estatísticas referentes a homofobia no Brasil. Faz-se necessário que a comunidade LGBTQ seja cada vez mais bem representada com auxílio do poder midiático, assim como o reconhecimento do crime por homofobia, baseando-se nas premissas constitucionais. Através dessas ações é certo que notícias como as veiculadas no “G1” e “O Globo” serão cada vez menos frequentes.