Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 17/02/2019

“Ninguém nasce odiando outra pessoa.” Essa frase dita pelo ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela traz a reflexão a importância dos ensinamentos corretos a criança. Por isso, é interessante discutir a questão da homofobia no Brasil atrelada a educação sexista e a falta de vontade política.

Nota-se, de início, que a educação dada pelas famílias, escolas e igrejas fomentam a homofobia no Brasil. Isso porque o que é ensinado está ligado a um tradicionalismo baseado em interpretações erradas da bíblia. Isso leva a um conservadorismo religioso que perpassa preconceitos para com o diferente em relação ao que dizem ser normal. Como reflexo disso, no Brasil a cada 25 horas um LGBT é morto, em 2017 foram 445 pessoas mortas por sua orientação sexual, segundo o Grupo Gay da Bahia.

Percebe-se, como consequência, a falta de ações políticas efetivas em prol da atenuação da homofobia no Brasil. Isso acontece justamente por causa da educação que a maioria dos representantes políticos recebem por meio das instituições sociais. Essa realidade é visto no fato de que em pleno século XXI ainda não exista uma lei aprovada que criminalize a homofobia. Além disso, é relevante notar que não existe pesquisa feita pelo governo acerca dos casas de violência, homicídios da população LGBT. Essas pesquisas são feitas, atualmente, por ONGs, como, por exemplo,  o Grupo Gay da Bahia. Isso mostra o descaso político em relação a homofobia no Brasil.

Portanto, é evidente a problemática na educação brasileira no tocante a questão da homofobia no Brasil. Por isso, faz-se necessário que a Escola promova uma educação baseada na laicidade do Estado brasileiro que preze pelo ensino do respeito ao próximo, independentemente de quem seja o outro, por meio de atividades que incentivem o elo e o respeito entre todos os alunos. É interessante, também, que a população lute pela aprovação da lei que criminaliza a homofobia por meio de protestos nos centros urbanos organizados pelas redes sociais, a fim de que os políticos se atentem para a questão e promovam políticas públicas para amenizar o problema em questão.