Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 16/02/2019

Alan Turing foi um importante matemático britânico que, na Segunda Guerra Mundial, desenvolveu uma máquina capaz de interceptar e decifrar mensagens dos alemães nazistas. Contudo, apesar de contribuir significativamente para a derrota do III Reich, Alan, por ser homossexual, foi humilhado e submetido à castração química, fato que o levou ao suicídio. Tal episódio mostra a triste discriminação e o constante preconceito sofridos pelos homossexuais.

É importante pontuar, a princípio, que no Brasil, uma das heranças deixadas pela colonização portuguesa foi o catolicismo, religião que condena a homossexualidade. Desse modo, Immanuel Kant, ao dizer que o homem é o resultado de sua educação, explica o comportamento de muitas pessoas, uma vez que essas aprenderam, a partir de sua crença, que se relacionar com alguém do mesmo sexo é errado. Sendo assim, a homofobia se perpetua, protegido por muitos fieis como ensinamento religioso.

Concomitantemente, vale ressaltar também o patamar absurdo que a homofobia consegue alcançar. A exemplo, no ano de 2011, pai e filho foram agredidos no interior de São Paulo ao serem confundidos com um casal gay, porque andavam abraçados. Consoante a esse caso, segundo o ativista Agripino Magalhães, a cada 25 horas um homossexual sofre algum tipo de agressão no Brasil. Evidencia-se, portanto, a contínua violência à qual a comunidade LGBT encontra-se exposta.

Diante causados pela homofobia, faz-se necessária a mitigação desse preconceito. Para isso, o Ministério da Segurança deve divulgar o Decradi (Delegacia de crimes raciais e delitos de intolerância) por meio das mídias sociais e televisivas, a fim de que as vítimas saibam procurar atendimento especializado. Ademais, o Ministério da Cultura deve, não só através da mídia, mas também com trabalhos em escolas e feiras culturais, trabalhar questões como o respeito às minorias. Desse modo, o preconceito irá perder sua força e as consequências da homofobia serão amenizadas.