Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 16/02/2019

O Brasil é uma nação essencialmente variada, com mais de 200 milhões de habitantes de diversas raças, credos e convicções. Em meio a essa mistura, uma pesquisa feita em 2017 revelou que cerca de 10% da população é composta de LGBTIs (sigla utilizada para lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais e intersexuais). No entanto, existe uma estatística extremamente preocupante relacionada a esses dados: em pleno século XXI, o Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo.

A aversão ou medo por pessoas de orientação sexual diferente é chamada de homofobia, e tem causado mortes, perseguições, ameaças e impedido que pessoas LGBTI exerçam sua cidadania em diversos países. No Brasil, tais atos ainda não são considerados crimes, o que representa um enorme atraso na justiça do país, além de ser um risco à comunidade homossexual. Sem a tipificação desses crimes, a insegurança é maior, o que dificulta, inclusive, que sejam denunciados.

O preconceito surge em diversos ambientes: dentro da própria casa, em igrejas, no trabalho, na rua e nas escolas. Como resultado disso, são altas as taxas de suicídio dentro da comunidade LGBT. Issos mostra que o combate à homofobia se trata de um amplo trabalho, entre governo e sociedade, em todas as esferas.

A princípio, o primeiro grande passo rumo ao combate à homofobia, é a criminalização desses crimes, com penas firmes àqueles que os praticam, sejam eles a violência física, verbal, assédio sexual ou moral, ou homicídio. Além disso, a educação nas escolas, e principalmente dentro de casa, tem um papel fundamental. Os filhos devem aprender, desde cedo, a respeitar as diferenças, e tais ensinamentos devem ser reforçados nas escolas, especialmente com professores, diretores e coordenadores, dando exemplo e educando seus alunos para serem, além de tudo, bons cidadãos e incluindo os LGBTs em atividades que proporcionem uma maior integração entre todos. Fazem-se necessárias também, a criação de políticas públicas, incluindo-os na sociedade de maneira igualitária, garantindo e defendendo a sua integridade física, moral e seu direito à vida.

Tendo seus direitos assegurados, fica mais fácil para a comunidade LGBT denunciar casos de violência e abuso, possibilitando as autoridades competentes a tomada das devidas providências. Em suma, o combate ao preconceito é um dever de toda a sociedade, uma vez que a mesma é extremamente diversificada. Aprender e ensinar que as diferenças existem e precisam ser respeitadas, é uma missão coletiva e substancial para o combate à violência e a preservação de inúmeras vidas.