Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 18/02/2019
Desde o Iluminismo, compreende-se, ou devíamos saber que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Quando se observa a homofobia em questão no Brasil, percebe-se que esse ideal iluminista é verificado na teoria e não na pratica. Importantes passos já foram dados na tentativa de se reverter esse quadro. Para que seja conquistada uma convivência realmente democrática, hão de ser analisadas as verdadeiras causas desse mal.
Em primeiro plano, é importante destacar que homofobia é crime. De acordo com a Constituição Federal de 1988, artigo 5, “todos são iguais perante lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo o direito à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança”. Também, é uma série de atitudes e sentimentos negativos em relação as pessoas homossexuais, bissexuais e transgêneros. Vários casos de ocorrências já foram registradas por Grupos Gay da Bahia, e um levantamento em 2.013, foi de 312 assassinatos ocorridos.
Em uma análise mais aprofundada deve-se considerar fatores culturais e educacionais brasileiros. Portanto, aos pensamentos do sociólogo e filósofo moderno do século XVIII, Immanuel Kant, diz “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Nesse viés, confirma-se uma desigualdade social e um transtorno de personalidade intolerante da sociedade. Impondo sobre essas pessoas que deixem de viver, que não tenham liberdade e não tenham liberdade de expressão.
Por conseguinte, torna-se evidente, que a homofobia em questão no Brasil é grave e exige soluções imediatas, e não apenas um belo discurso. Ao Poder Judiciário, cabe fazer valer as leis, já existentes, oriundas de inúmeros discursos democráticos, assim, tendo mais segurança e à prioridade dos direitos de cada cidadão. A Mídia, por meio de ficções engajadas, deve abordar a questão, instigando mais denúncias por meio dessas causas – cumprindo, assim, o seu importante papel social. A Escola, instituição formadora de valores, deve promover palestras, a pais e alunos para que discutam essa situação de maneira clara e eficaz, talvez dessa forma a homofobia se faça presente apenas em futuros livros de história, e a sociedade brasileira possa transformar os ideais de fato em prática, e não apenas em teoria.