Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 11/03/2019
A classe LGBT tem, ao longo dos anos, conquistado importantes direitos. No entanto, no Brasil, o preconceito contra essa classe parece não findar, ainda que existam dispositivos legais que visam combate-lo. Questões como essa diminuirão no momento em que os dispositivos legais existentes forem mais eficazes e a intolerância for extinta, tarefa essa que depende não só do Estado, mas também da sociedade civil.
A política, por exemplo, é um dispositivo que tem como obrigação garantir o bem-estar de todos os indivíduos, segundo a Constituição Cidadã. Todavia, costuma ser ineficaz na representatividade e proteção dos LGBTs, visto que em países como o Brasil, a homossexualidade ainda é tratada como algo errado e anormal, principalmente pelo conservadorismo cristão presente no Congresso Nacional. Consequentemente, casos de homicídio contra homossexuais continuam a ocorrer no país e o âmbito político se cala e trata como casos de homicídio normais, quando na verdade, o crime foi motivo pelo ódio e pela intolerância.
Além disso, a intolerância contra homossexuais contribui decisivamente para o agravamento do problema. Desde a idade média, o homem foi ensinado a encarar a homoafetividade como doença. Tal fenômeno é explicado pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu na teoria Habitus, ao declarar que as estruturas sociais são incorporadas durante o processo de socialização e reproduzidas ao longo das gerações. Nos dias atuais, ainda é possível notar traços fortes de intolerância na sociedade, que é ainda fomentado pela televisão ao representar poucos casais gays nas novelas e séries. Assim, cria-se o atual cenário brasileiro: qualquer orientação sexual diferente da heterossexual é tida como errada.
De acordo com o que foi dito, faze-se necessário a reversão de tal contexto. Para isso, é preciso que o Poder Legislativo ajude a garantir a segurança de gays e lésbicas, por meio de leis que classifiquem a homofobia como crime, para que na prática, o direito ao bem-estar social possa atingir todos os indivíduos. Aliado a isso, a mídia deve dar mais atenção à classe LGBT e movimentos que tenham como foco a inclusão dessa categoria, por intermédio de mais representatividade nas novelas e programas televisivos, para que assim, a sociedade comece a ver que o homossexual é tão normal quanto o heterossexual.