Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 19/03/2019

Inacreditavelmente, no século XXI ainda existe homofobia. No Brasil, a realidade é grave. Segundo o levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia, a cada 27 horas um brasileiro é morto por ser LGBT- Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros. Por certo, tal fato tem origem na educação e na impunidade dos atos.

Em primeiro plano, é sabido que o ser humano é aquilo que a educação faz dele, de acordo com Kant. Isto é, as crianças aprendem dentro de casa que é errado ser homossexual e que “menina nasce menina e menino nasce menino”- como diz uma frase popular. Isso é retrato ao observar-se que o preconceito começa logo cedo, quando meninos e meninas zombam de seus colegas de classe que possuem características peculiares. Nesse viés, o IBGE  -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísca- realizou uma pesquisa sobre casos de bullying nas escolas e constatou que umas das origens hostilidade está na opção sexual da vítima.

Ademais, os casos de preconceito, na maioria dos casos, não são penalizados, tanto nas escolas quanto nas ruas. Sem dúvida, a falta de punição somada a rejeição dessas minorias é a causa. Hoje, os crimes de homofobia são qualificados de acordo com o tipo de violência sofrida: agressão verbal ou violência física. Entretanto, a LGBTfobia é uma crueldade cometida apenas pelo ódio e por as vítimas serem como são. Por isso, precisa ser tratada como crime de ódio e ter punições severas.

Portanto, o Ministério da Educação deve incluir nas aulas de biologia que existe diversidade nas opções e orientações sexuais, tendo em vista a aceitação das relações entre pessoas do mesmo sexo e a troca de gênero. A partir disso, deve estar explícito no currículo escolar básico o ensino do respeito ao próximo. Também deve ser outorgado o Projeto de Lei que tem em vista a criminalização da LGBTfobia, pelo Ministério Público, imediatamente.  Por consequência, ocorrerá uma redução nos casos de bullying e de violência oriunda desse preconceito, ao passar dos anos.

De acordo com John Stuart Mill, o indivíduo é soberano sobre seu corpo e mente