Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 26/03/2019

Na conjuntura contemporânea, gradualmente, homoafetivos ganham espaço e representatividade em determinados âmbitos, como no musical, a exemplo do cantor Pablo Vittar. Entretanto, preconceitos e hostilidades físicas e verbais continuam permeando a realidade dessa minoria. Entre os fatores que mais influenciam esta problemática se destacam o aspecto religioso e falsos estereótipos.

Primeiramente, é importante avaliar o posicionamento clerical perante a união afetuosa de 2 pessoas do mesmo sexo. Inegavelmente, a Igreja consolidou-se como a principal instituição ditadora de normas e moralidade, durante a Idade Média, classificando a sodomia como heresia e passiva de punições. Dessa forma, até o contexto atual, há uma interferência religiosa suprimindo direitos fundamentais, como visto em 2017, quando um decreto anti-homofóbico não foi regulamentado, no Distrito Federal, pela bancada evangélica.

Em segundo plano, há a propagação de discriminações baseadas em imagens adulteradas sobre a homossexualidade. Nesse viés, nota-se que, historicamente, essa minoria foi perseguida e relacionada, de modo perjorativo, à doenças, como a Peste Negra no século XIV. Dessa maneira, intolerantes incorporam tais prenoções obsoletas como justificativas para a reprodução da homofobia.

Portanto, faz-se necessário caminhos para combater a homofobia no Brasil. Constata-se que cabe ao Governo amparar as garantias constitucionais, de homoafetivos, mediante a criação de leis que criminalizem e punem, de modo severo, essa repulsa e violência e crie delegacias especializadas, semelhante ao da mulher, afim de reduzir os casos de agressões e mortes no país.