Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 19/04/2019
Durante o período da Segunda Guerra Mundial, os homossexuais eram, constantemente, vítimas de perseguições, pois eram vistos como “anomalias sociais”. Hodiernamente, no Brasil, esse preconceito ainda perdura, visto que esse grupo sofre diversos ataques, tanto físicos como psicológicos. Seja pela intolerância, seja pela negligência estatal, o impasse deve ser debatido.
Em primeira análise, deve-se abordar a intolerância da sociedade com os homossexuais. Um levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia divulgou que, no ano de 2013, o número de assassinatos chegou a pelo menos 312, o que corresponde a uma morte a cada 28 horas, evidenciando essa grande inflexibilidade social. Tais atitudes ratificam a máxima atribuída ao físico Albert Einsten: “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.
Outrossim, a falta de comprometimento do Estado no que tange a homofobia é um empecilho. De acordo com a Constituição de 1988, todos somos iguais perante a lei, entretanto, esse direito não é posto em prática quando se fala de um contexto social brasileiro. Além disso, é imprescindível destacar a importunância dada ao desenvolvimento de leis que criminalizem ações homofóbicas, uma vez que o incremento de políticas públicas de eficiência e a intensificação preconceituosa crescem numa escala inversamente proporcional.
Ademais, se faz necessário medidas a fim de solucionar o impasse. É imperioso que o poder público em parceria com escolas, desenvolvam palestras com o objetivo de conscientizar gerações futuras sobre o respeito e a tolerância aos homossexuais. Paralelo a isso, o Estado, junto ao poder legislativo, devem desenvolver uma lei que vise criminalizar ações preconceituosas. Dessa forma, além de gerar pensamentos tolerantes na população, atitudes violentas para com esse grupo serão minimizadas.