Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 02/05/2019

Vale tudo

No auge da Segunda Guerra Mundial teve a figura importante do britânico Alan Turing, que ajudou os aliados a vencerem a guerra ao quebrar o código secreto nazista. Contudo, por ser homossexual, Turing foi punido com a castração química. Apesar desse caso ter ocorrido no século XX, ainda hoje o mundo se depara com a mesma ignorância. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e pela insuficiência de leis.

Em primeira análise, a lenta mudança de mentalidade social colabora para o prosseguimento do preconceito. Casos relatados cotidianamente evidenciam o conservadorismo da população brasileira, resposta disso é a vitória do candidato a presidência com discursos homofóbicos e violentos. Conforme essa postura, são constantes as notícias sobre as agressões físicas e verbais sofridas por pessoas homossexuais em espaços públicos. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, 1 pessoa é morta a cada 25 horas, por conta da sua orientação sexual.

Além dessa visão homofóbica e agressiva, a lentidão e a burocracia do sistema punitivo colaboram com a permanência das inúmeras formas de agressão. No país, os processos são demorados e as medidas coercitivas acabam não sendo tomadas no devido momento. Nessa perspectiva, muitos indivíduos ao verem essa ineficiência seguem violentando os homossexuais e não são punidos. Assim, esses continuam sendo alvos de torturas psicológicas e abusos em diversos locais, sendo cada vez mais marginalizados e não tratados como iguais, conforme previsto pela Constituição.

Faz-se necessário, portanto, a alteração desse cenário preocupante. Tendo em vista as causas dos altos índices de violência contra homossexuais no Brasil, é necessário que haja intervenção governamental para aprimorar os órgãos de defesa contra tais crimes, de modo a tornar o atendimento mais rápido e atencioso. O mais importante, no entanto, é atingir a origem do problema e instituir em escolas aulas obrigatórias sobre respeito a diversidade. Além do mais, as ONGS em parceria com a mídia, podem fomentar o pensamento crítico através de pesquisas, debates e campanhas publicitárias, fazendo romper a visão homofóbica. Só assim, os trechos cantados por Tim Maia “Só não vale dançar homem com homem, nem mulher com mulher”, não fará mais sentido e de fato valerá tudo - inclusive o amor homoafetivo.