Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 03/07/2019
A rebelião de Stonewall foi um grande marco na luta contra a indiferença e a homofobia, quando gays, lésbicas, transexuais e “drag queens” que frequentavam o bar de “Stonewall Inn” decidiram que não aceitariam mais sofrer o abuso policial que era constante naquela época, e começaram assim uma grande revolta. 50 anos após esse conflito, pode-se observar que a luta da população LGBT contra a homofobia ainda permanece, pois os casos de violência e desrespeito continuam altos.
Frequentemente a homossexualidade é tratada como algo errado, ou até mesmo um comportamento anormal se comparado ao padrão heteronormativo que a sociedade impõe. Esse pensamento que, infelizmente, se mantem até os dias de hoje e vem desde a antiguidade, como, por exemplo, no caso de “Stonewall”, é o principal incetivo de violência físicas e verbais ao meio LGBT, que por causa disso vive em constante medo e se esconde por medo de retaliações.
Incontestavelmente, a homofobia ainda é um dos maiores problemas do mundo atual e principalmente no Brasil, onde dados coletados pelo grupo gay da Bahia estima que ocorreram cerca de 420 mortes relacionados a discriminação. Além de que, segundo a ONU, o Brasil permanece em primeiro lugar no ranking dos países que mais matam pessoas transexuais do mundo. Dados esses que comprovam a importância de colocar esse assunto sempre em pauta.
Ao mesmo tempo que os índices de ataques homofóbicos aumentam, o STF aprovou um projeto de lei que enquadra a LGBTfobia na lei de racismo como uma forma de frear esses números de violência alarmantes, gerando assim, um clima de alivio e esperança nas pessoas que constantemente sofrem preconceito, mas causando revolta na oposição que afirma que isso fere a constituição federal de 1988, na qual todo cidadão é igual perante a lei, sendo assim, não sendo necessária uma lei a um determinado grupo especifico.
Tendo em vista os aspectos observados, fica claro que medidas são necessárias para resolver o impasse da homofobia no Brasil. Embora o STF tenha dado um grande passo criminalizando esses atos homofóbicos, é preciso que o Ministério da justiça lute para preservar e defender os direitos dessa população que é constantemente oprimida. Além disso a ajuda de ONGs para conscientizar a população sobre as diferenças de sexualidade seria de grande ajuda na causa. E por fim, é importante que o MEC incentive o programa de educação sexual nas escolas para formar cidadãos cada vez menos preconceituosos e com mais respeito, pois como já dizia o filósofo Immanuel Kant: “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”.