Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 31/05/2019
Na série televisiva ‘‘Brooklyn nine-nine’’, a qual mostra um distrito policial composto por diversificadas pessoas, é retratado a figura de um capitão homossexual chamado Raymond, em que ele é vítima de preconceito durante toda sua carreira policial, apesar de ter ascendido até um alto cargo. Não longe da ficção, percebe-se que a homofobia no Brasil ainda mostra-se presente no âmbito social, visto que há um alto índice de violência contra os integrantes da comunidade LGBT. Dito isso, faz-se necessário a discussão de alguma das causas da problemática, em especial a ausência de punições eficazes aos homofóbicos, que também disseminam um discurso preconceituoso, e a falta de planejamento nas escolas, em que não há ensinamentos acerca do tema e seus danos à sociedade.
É indubitável a presença do preconceito quanto as minorias no território brasileiro, entretanto a comunidade homossexual é uma das que mais sofre, posto que provocou a homofobia foi responsável por pelo menos 216 assassinatos de janeiro até o dia 21 de setembro de 2015, de acordo com o Grupo Gay da Bahia. Dessa forma, evidencia-se as mazelas sociais pautadas na intolerância, que muitas vezes é reforçada pela corrente midiática e discursos de famosos ou até mesmo políticos, assim, torna-se notório o quanto ainda está presente na sociedade tal problema. Há pouco tempo, a homofobia passou a ser crime, o que mostra um avanço, porém a morosidade da justiça, ou seja, a lentidão com que o processo judiciário ocorre, e as penas baixas ainda colabora para a reincidência desse tipo de crime.
Além disso, outro fator que corrobora com o preconceito de gênero é a ausência de projetos no campo educacional que desenvolvam cidadãos menos intolerantes, assim respeitando as diferença. Atualmente, a discussão sobre gêneros nas escolas vem sendo cada vez mais negligenciada, por ser vista como uma ‘’tentativa de manipulação’’, tal discurso que deve ser combatido, pois é sem uma orientação eficaz de como lidar com as diferenças existentes no âmbito das relações sociais que surgem as pessoas preconceituosas.
Nessa perspectiva, cabe ao MEC ( Ministério da Educação) a criação e gerenciamento de palestras nas escolas, visando a abordagem de forma clara e objetiva a questão de gênero, em que seja exposto a importância de respeitar e aceitar o diferente. Além disso, o Setor Legislativo deve providenciar mudanças nas leis, as quais passem a ser mais rígidas com qualquer tipo de intolerância, de modo que as pessoas reflitam sobre as consequências antes de agirem. Dessa maneira, espera-se a diminuição dos crimes relacionados à homofobia e o avanço no combate as raízes intolerantes presentes na sociedade brasileira.