Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 14/06/2019

Sob o ponto de vista de São Tomás de Aquino, importante filósofo e teólogo da Idade Média, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma relevância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, percebe-se que, no Brasil, cidadãos homossexuais sofrem, corriqueiramente, consequências da homofobia — perpetuada pela sociedade. Para atenuar tal adversidade, é necessário que soluções eficazes sejam encontradas.

Deve-se pontuar, de início, que um dos principais fatores que contribuem às práticas homofóbicas, no Brasil, é a ausência de uma educação infantil, fundamental e média baseada no desenvolvimento de valores éticos, morais e altruístas. Contudo, o que ocorre é o total descaso, tanto nas instituições escolares públicas, como nas privadas. Dessa forma, o jovem — já inserido em uma sociedade culturalmente machista e preconceituosa — tende a perpetuar a homofobia, ainda que de forma indireta, como, por exemplo, excluindo colegas homossexuais de atividades escolares ou acadêmicas.

Nessa perspectiva, vale ressaltar que o debate ora proposto centrar-se-á também nos malefícios gerados às vítimas de tal problema execrável. Em princípio, deve-se destacar que as consequências não são apenas físicas, como ocorre com as agressões, mas também psicológicas. Segundo recente levantamento científico realizado pela Revista Galileu, o desenvolvimento de doenças psiquiátricas, como a depressão, é comum cidadãos gays adultos, sobretudo, em ambientes laborais e acadêmicos em que sejam formados, em sua maioria, por indivíduos héteros. Além disso, quando o sentimento de solidão profunda aflora, práticas como o suicídio tornam-se reais.

Posto isso, nota-se que medidas eficazes devem ser postas em prática. O Ministério da Educação deve elaborar materiais didáticos, como pequenas histórias em quadrinhos, para alunos do ensino fundamental e médio, com um conteúdo que aborde acerca da importância de respeitar a orientação sexual de todos, conscientizando, desde cedo, os jovens. É importante também que o Governo Federal, com apoio da mídia e de movimentos sociais, promova palestras públicas — nos principais centros urbanos —,  ministradas por psicólogos e psiquiatras, alertando à sociedade sobre as consequências da homofobia. Assim, ao longo dos anos, a problemática em pauta será mitigada.