Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 21/06/2019
Grande estudioso britânico, Alan Turing, reconhecido como o pai da ciência da computação, exerceu papel fundamental na vitória dos aliados sobre os nazista durante a segunda guerra mundial. No entanto, homossexual, Turing foi punido com a castração química pelo governo inglês e, por conseguinte, acabou por suicidar-se em decorrência da depressão. De forma análoga, hodiernamente, é notório que ainda há forte presença do preconceito à homossexualidade, sendo essa orientação encarada como um male por muito indivíduos. Portanto, é imprescindível que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa problemática.
Primordialmente, ser hétero é tido como a sexualidade padrão pela sociedade, âmbito no qual quaisquer outras orientações são marginalizadas e além disso, tratadas como desvio comportamental por muitos brasileiros, essa é a descrição da heteronormatividade. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso de Pierre Bourdieu, sociólogo francês, no qual ele conceitua a violência simbólica: Esta consiste em uma violência exercida pelo indivíduo sem o uso da agressão física, causando apenas danos morais e psicológicos à vítima. Tal conceito se relaciona com a heteronormatividade, na medida em que a constante imposição de valores, hábitos e comportamentos sociais se faz sobre os grupos não pertencentes ao padrão estabelecido pela sociedade, assim, graves transtornos mentais podem afetar essas minorias, de modo que elas possam ser até mesmo levadas a realização de suicídio.
Ademais um dos conceitos filosóficos de Francis Bacon afirma que o comportamento do homem é contagioso, tal perspectiva pode ser aplicada sobre a homofobia, uma vez que a aversão social às relações homoafetivas não é coerente, os indivíduos apenas aprenderam que há uma orientação correta a ser seguida, assim, qualquer “diferenciação” é vista como abominável, erroneamente. Paralelamente, indo de encontro ao que foi supracitado, ser homossexual ainda é ato criminoso em mais de 70 nações segundo o portal Vio Mundo. Ademais, o Brasil é o país no qual mais se assassina gays ao redor do mundo.
Destarte, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população acerca do problema, urge que o Ministério da Educação ( MEC ) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias e plataformas de ensino direcionadas ao fim da homofobia no Brasil, então, formando uma consciência de respeito em nosso país ao longo prazo. Ademais, assim, os indivíduos não verão o suicídio como alternativa ao preconceito associado à sexualidade, como aconteceu com Alan Turing.