Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 19/06/2019
Em 1948 o Brasil aderiu à ONU e, consequentemente aos direitos humanos estabelecidos, tendo como premissa o artigo 3 : “todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e a segurança.” Embora essa Declaração Universal dos Direitos Humanos tenha sido fundamentada à décadas, na prática esse direito não tem se reverberado no Brasil, uma vez que a violência e a hostilidade contra o grupo LGBT(Lésbicas, Gays, Travestis e Transgêneros) se fundamentaliza e cresce a cada ano no país. À vista disso, faz-se necessário analisar os pilares que sustentam esse cenário no Brasil para o combate efetivo.
A princípio, quando o preconceito é estabelecido pelas próprias instituições o alcance de pessoas que aderem a essa atitude são grandes e tornam o preconceito enraizado na sociedade. A esse respeito, há o caso em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) na metade do século XX classificou o homossexualismo como doença, assim moldando os pensamentos e as atitudes da população referente a esse grupo. Desse modo, apenas em 1990 a OMS retirou essa classificação e tornou-se a luta mundial contra a homofobia. No entanto, mudar uma classificação pode ocorrer em instantes, em contrapartida transformar a cultura que se estabeleceu durante décadas na sociedade, torna-se um desafio diário para essa parcela da população.
Em detrimento dessa questão, a intolerância ainda é perpetuada, haja vista que a violência e a hostilidade encontram espaço para crescer na sociedade brasileira. Diante disso, segundo o grupo Gay da Bahia, no ano passado foram registrados 343 assassinatos de gays, lésbicas e travestis, em média 25 horas uma pessoa homossexual é morta. Dessa forma, infelizmente essa estatística revela o preconceito e a hostilidade perpetuada a esse grupo, no entanto, a sociedade deve lutar pela igualdade e a liberdade da comunidade LGBT, assim como é referido pelo Imperativo Categórico de Kant, fazer o bem universal como dever de todo cidadão.
Urge, portanto, que o respeito ao grupo LGBT seja, de fato, assegurado na prática, como prevê a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve promover, por intermédio de palestras em escolas e universidades com auxílio de professores de filosofia e sociologia a orientação e a educação para transmitir aos estudantes o dever moral e ético do respeito e proteção desses indivíduos. Os meios midiáticos, por sua vez, em parceria com o MEC, deve fomentar o número de propagandas que transmitam através da educação o respeito as orientações sexuais, assim poder-se-á combater e extinguir a homofobia no Brasil.