Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 24/06/2019
Sabe-se que a luta das minorias no decorrer da história mundial se faz presente desde tempos remotos, não sendo diferente com os homossexuais que por muitos anos buscam a sua aceitação social. Nesta vertente, acompanhando a evolução do conceito de família que o Brasil passou ao longo do anos, essa classe social conseguiu concretizar diversos direitos que por séculos lhes foram suprimidos, muito embora, ainda sejam vítimas constante de preconceito que geram agressões de todas as formas.
De imediato, é importante frisar que a falta de legislação específica para os casos de homofobia no país é visto como um grande impulsionador do problema. Embora todos os cidadãos sejam resguardados pela Constituição Federal Brasileira de qualquer tipo de discriminação, a prática de agressões contra homossexuais ainda se faz muito presente, chegando a alarmantes 216 assassinatos durante parte do ano de 2014, conforme notícia publicada pelo site O Globo. Ainda, aliado as constantes impunidades que marcam tais situações, o que se percebe é um aumentos nos casos de homofobia e discurso de ódio para com estas pessoas, mostrando ser inadmissível a inércia estatal diante da situação.
Ademais, a educação brasileira ainda se mostra falha quando se trata das situações de combate à homofobia. Atualmente, é notório a falta de meios nas escolas que visem instruir os estudantes acerca da inserção social daqueles que se afirmam como homossexuais, bem como, a falta de preparo para lidar com a prática de bullying que tais estudantes sofrem de forma recorrente. Neste viés, ao se ater às palavras do filósofo grego Platão “a orientação recebida por parte da educação marca a sua conduta ulterior”, é possível perceber o quão importante é a atuação das escolas na obtenção de futuros resultados positivos no que concerne a homofobia.
Infere-se, portanto, que há muitos entraves até que seja superado os problemas com a homofobia enfrentados pelo Brasil. Assim, objetivando solucionar esta constante problemática, espera-se que o poder legislativo brasileiro, através de uma proposta de lei, crie uma regulamentação específica de forma a criminalizar os casos de descriminação pela opção sexual, onde o autor do crime seja penalizado efetivamente pelos seus atos. Ainda, se faz necessário que o Ministério da Educação proponha metas a serem cumpridas pelas instituições educacionais, onde, através de palestras e debates orientem os estudantes acerca dos direitos e da necessidade de inclusão dessa classe social. Com isso, almeja-se que em médio prazo já se perceba a diminuição dos pensamentos retrógrados ainda presentes na sociedade e, consequentemente, a diminuição desse problema social.