Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 30/06/2019
O escritor naturalista do século XIX Adolfo Caminha, destaca no livro “O bom crioulo”, a homossexualidade entre dois homens, com viés de criticar a sociedade preconceituosa e conservadora da época. Não obstante, adespeito das diversas transformações, na atual realidade, observa-se desafios que reverbera extremo prejuízo na prevalência da descriminação tanto física quanto moral; sendo assim, demanda-se uma ação mais decisiva de autores estatais e sociais para conter a problemática. Ademais, faz-se necessário analisar a alienação social, ocasionado pela ideologia massificada, bem como o influxo político como desafio para superar a reprovação comunal.
É importante salientar. Que a relação entre duas pessoas do mesmo sexo não é atual. Nesse sentido, na Grécia Antiga, a homossexualidade era aceita e incentivada em determinados grupos sociais. Hoje, contudo, é possível identificar a invalidação dessa retórica, empoderada por discursos ideológicos, marcados por crenças imagéticas, as quais versa a inferioridade da parcela estereotipada como “diferente”. Essa situação é preocupante, pois gestos intolerantes e aversivos poderão ser intensificados. Prova disso, no Brasil em 2016, pesquisa feita pelo Grupo Gay da Bahia destacou o período com maior índice de mortes LGBTs frente as últimas três décadas. Convém atestar, entretanto, a fulcral reformulação de políticas públicas, as quais fomente o direito de liberdade.
Outrossim, na tangente à perspectiva da manutenção da desigualdade, nota-se a sua fortificação pela ação negativa de um contexto político. Nesse ínterim- apesar do Concelho Nacional de Justiça aprovar a união homoafetiva- percebe-se uma linha oposta, a qual coaduna com a inação do feito. Exemplo disso, foi a elaboração do projeto de lei 4931- “A cura gay”- em justificativa da homossexualidade ser condicionada do meio. Dessarte, é perceptível a falta de valorização do direito homoafetivo e de embasamentos pautados em evidencias empíricas coletivas para formação de leis.
Realça-se, portanto, a prevalência de preconceitos enraizados no país. Para mitigar a mazela, a mídia deve promover produções engajadas, por meio de propagandas sobre as diversidades coletivas, afim de mostrar a sociedade sobre a manutenção da violência para com vítimas ainda não reconhecidas e respeitadas, com intuído de aflorar o sentimento de empatia, e a prática do tratamento igualitário, em detrimento das diferenças. Além disso, o Ministério da Educação deve promover políticas públicas, por meio da inserção na grande curricular de disciplinas que agreguem valores aos diferentes gêneros- em especial a classe LGBT- com intuito de reunir pais e filhos juntamente com profissionais- como psicólogos- para dialogar sobre a homoafetividade e engendrar sobre as diversas constituições familiares. A partir disso, o preconceito homossexual faça parte apenas da literatura.