Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 19/07/2019

Remota Doença do Século 20

Ao longo da Antiguidade Clássica, as relações homoafetivas eram frequentes entre os Romanos e Gregos, assim sendo vistas como algo natural. No entanto, esse cenário foi modificado e, por conseguinte, a expansão da violência contra homossexuais, ainda que exista a criminalização da homofobia como forma de proteção. Sendo assim, medidas governamentais são necessárias para solucionar o impasse.

Em primeiro plano, cabe ressaltar a importância da formação do indivíduo e da sociedade. O filósofo Maquiavel já dizia “Os preconceitos têm raízes mais profundas que os princípios”, e paralelo a sua ideia, pode-se observar como a expansão da Igreja Católica modificou o pensamento e manipulou a população a partir dos seus preceitos, assim impondo as ideias de que a homossexualidade é uma doença. Com isso, é possível observar que a sociedade homofóbica existe desde tempos remotos. Além disso, tal fato deixou de ser considerado uma doença a partir de 1990 pela OMS, pois até então as pessoas eram internadas devido a sua orientação sexual.

Apesar de não ser mais considerado uma patologia, grupos persistem em criar campanhas como “Cura Gay” e praticar a violência contra a população como o objetivo de modificar a sua sexualidade. Com isso, em 2019 a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou uma lei que criminaliza a homofobia no Brasil, contudo, ela ainda não é reconhecida por toda a população, por conseguinte, não apresenta uma ampla eficácia. Tal fato pode ser observado a partir do aumento de 30% nos casos de homofobia se comparado ao ano de 2017, que foi registrado em um relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), assim colocando o Brasil como um dos países que mais matam homossexuais.

Sendo assim, cabe ao governo intensificar a divulgação da lei a partir de campanhas apelativas que devem ser expostas nos meios midiáticos, como a televisão e as redes sociais. Com isso, o atual cenário poderá ser modificado, fazendo com que ocorra a redução dos casos de violência a partir da disseminação da lei, que permitirá o conhecimento por uma maior parcela da população brasileira. Além disso, cabe a realização de campanhas por membros da Organização Mundial da Saúde que devem ser ministradas em colégios para o público que apresenta interesse sobre o que é sexualidade, lei e como denunciar a homofobia, caso presencie algum caso. Com isso, será possível obter uma comunidade menos intolerante e violenta.