Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 28/07/2019

O filme “Orações para Bobby” demonstra claramente as dificuldades enfrentadas por seu protagonista, Bobby, um homossexual dentro um ambiente familiar conservador, religioso e que vê a sua sexualidade como uma “doença”. No entanto, infelizmente, o que se é mostrado na ficção é claramente a realidade de muitos indivíduos na contemporaneidade, que apesar de ser marcada por profundas inovações, ainda não consegue derrubar essa visão negativa e retrógrada sobre a homossexualidade. Dessa forma, cabe analisar os fatores que propiciam essa situação e as medidas que devem ser tomadas para minimizá-la.

A priori, o estigma de “aberração” ainda persiste sobre aqueles que se atraem pelo mesmo sexo. Ademais, o fato da atual sociedade ter sido construída com bases no conservadorismo, é algo que, de fato, contribui fortemente para a persistência dessa cultura grosseira e muitas vezes preconceituosa (homofóbica) com esses indivíduos, a fazer com que os mesmos sejam vítimas de agressões que vão desde físicas como verbais. Como consequência disso, verifica-se a prevalência de crimes contra homossexuais e elevados índices de mortalidade com os próprios, a se tornar um grave problema na esfera política e social.

Outrossim, segundo Hannah Arendt, a sociedade deveria ser livre de preconceitos. A reflexão da filósofa se encaixa perfeitamente no modo como a sociedade, em geral, deveria se impor frente às diferenças, de forma que promovesse o acolhimento e não o distanciamento do próximo, como quanto aos seres em questão. No entanto, não só na esfera nacional como na internacional, avanços que buscam atenuar as discriminações sofridas por esses indivíduos vêm sendo tomados, como no caso da primeira, em que o Supremo Tribunal de Justiça sancionou a homofobia como crime por todo território nacional, a ser, certamente, o ponta pé inicial para que esses seres possam se expressar livremente, sem sofrer represálias.

Destarte, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar o imbróglio. Logo, cabe à imprensa divulgar propagandas, por intermédio de TV´s, novelas e redes sociais, que debatam o assunto em questão não como tabu, mas sim com respeito e aceitação às diferenças, em que fique nítido que a homossexualidade não é uma doença e também que se mostre os efeitos da homofobia por meio dos índices de homicídios contra os homossexuais. Por fim, cabe, também, às escolas, como lugar de aprendizagem e convívio social, trabalhar com seus alunos a temática apresentada, com o auxílio de psicólogos, a fim de gerar indivíduos conscientes sobre suas práticas. Com isso, poder-se-á tornar a sociedade mais próxima daquela instituída nos Direitos Humanos.