Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 28/07/2019
Na época da Ditadura Militar, no Brasil, entre os anos de 1964 a 1985, pregavam ideais de família e moral. Com isso, os homossexuais se encontravam em situações de vulnerabilidade, visto que não se adequavam aos paradigmas daquela época. Dessa forma, hodiernamente, o preconceito a esse grupo ainda assola em grande parte da população. Nesta perspectiva, deve-se analisar como a possível “cura gay”, atualmente discutida, e a falta de empatia influenciam na problemática em questão.
A priori, no período narcisista, Hitler e seus seguidores levavam homossexuais para prostíbulos com o intuito de revertê-los sexualmente. Nesse ínterim, no Brasil, em setembro de 2017 , o Juiz federal Waldemar Carvalho liberou a terapia de reversão sexual, no qual causou indignação ao grupo LGBT. Destarte, por mais que a terapia não fosse feita de forma obrigatória, contribuiria para a pressão da família e amigos, que estimulará o indivíduo a procurar tal terapia contra sua vontade. Tal medida não leva em consideração que o que faz um homossexual sentir vontade de se reverter sexualmente é por conta do preconceito e discriminação que ainda assola a sociedade contemporânea.
Outrossim, conforme afirmou Zigmunt Bauman, na modernidade líquida, o individualismo e a fluidez das relações emergem a cabeça das pessoas, no qual um individuo não se preocupa com a situação do próximo. Nesse contexto, é comum, no Brasil, práticas de caráter individualistas como a homofobia. Diversas pessoas carregam a ideia de que o grupo LGBT deve ser estigmatizado por não poderem se reproduzir ou por não se adequarem aos padrões conservadores da sociedade, usando desses argumentos para praticar a discriminação. Nesse sentido, esses preconceituosos são reflexos de uma sociedade que não sabe aceitar o diferente e veem no preconceito uma questão de opinião. Por conseguinte, é premente que hajam medidas para atenuar os casos de homofobia no Brasil. Cabe ao Estado, portanto, maior regrador de uma sociedade política, por meio do Ministério da Educação investir em debates em praças públicas, escolas, universidades e televisões acerca da vida dos homossexuais, sensibilizando acerca a população do que eles passam no dia a dia e firmando o respeito as diferenças, visto que, se o respeito prevalecer nenhum indivíduo ficará descontente com sua sexualidade, além de viver de forma harmoniosa na sociedade.