Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 21/08/2019

Desde a Revolução Francesa, processo desenvolvido para corrigir as desigualdades sociais, uma sociedade só evolui quando um se mobiliza como o problema do outro.Todavia, quando se observa os altos índices de homofobia no Brasil, verifica-se que esse ideal revolucionário é contatado em teoria e não desejavelmente na prática.Essa problemática persiste devido ao preconceito à homossexualidade e a falta de leis específicas que para punir os agressores.

Primeiramente,é preciso ressaltar que a violência verbal e física contra os LGBTs(Lésbicas, Gays,Bissexuais e Transexuais) é corriqueira.Consoante as informações do site G1, uma pesquisa mostrou que a cada 25 horas uma pessoa é agredida por causa da orientação sexual.A ausência de uma lei singular que criminalize a homofobia,contribui significativamente para o agravamento desse quadro de intolerância a orientação sexual, pois, a falta de uma norma,causa impunidade dos agressores e medo nas vítimas.

Concomitantemente a essa dimensão, a proprietária da editora LGBT Palavras,Expressões e Letras Paula Cury diz que “respeitar toda a diversidade é o primeiro passo”.Corrobora-se a necessidade de uma parcela da sociedade quebrar o conceito de heteronormatividade  que se resume ao conjunto de atitudes preconceituosas e compulsória contra homossexuais e bissexuais.Contrariamente a essa lógica, uma pesquisa feita pela Fundação Perseu de Abreu mostra que, quando perguntados sobre pessoas que menos gostam de encontrar, os entrevistados classificaram em terceiro lugar os homossexuais.Em outra pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura(UNESCO), revela que 40% dos alunos não gostariam de ter homossexuais como colegas de classe e 35% dos pais não gostariam de tê-los como amigos dos filhos.

Nessa perspectiva de diminuir atos homofóbicos, a criminalização da homofobia certamente minimizaria essa violência, devendo os órgãos públicos legislativos analisarem esse aspecto. Faz-se necessário, também, uma maior orientação educacional para formar cidadãos menos preconceituosos. A intervenção de ONGs e das escolas para orientar a população sobre essa diversidade sexual, sem dúvida, causaria um impacto favorável. Por fim, toda essa ação conjunta da sociedade, ONGs e esferas públicas mostraria que estamos avançando no ideal revolucionário francês de igualdade civil e jurídica. Tornaria-se  então,  o século XXI um período de mudanças que estaria marcado na história para as futuras gerações.