Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 26/08/2019
As margens do mar mediterrâneo, ao sul da península do Peloponeso, durante os séculos X e XII a.c era comum presenciar relações homoafetivas entre os homens de Espartas; com os longos períodos de treinamento militar, muitas vezes, as relações entre os guerreiros transcende ao companheirismo. Mais de 500 anos depois, no Brasil atual, a homofobia se tornou um dos principais problemas para os homossexuais, seja por afetar o bem-estar, seja por trazer riscos a segurança dessa parcela da população.
Em primeiro plano, é evidente que a questão da homofobia vem se tornando um grande impasse para o bem-estar dessa minoria, tendo em vista que o preconceito e os estigmas sociais levam os homossexuais a possuírem altas taxas de desemprego e de discriminação no ambiente de trabalho, além dos baixos índices de representatividade em setores importantes da sociedade como política, educação e saúde - haja vista que, o primeiro senador gay foi eleito ainda em 2018. Nesse sentido, segundo a revista Exame, mais de 30% das empresas brasileiras afirmam que não contratariam homossexuais e, ainda, 2 a cada 5 pessoas alegam ter sofrido discriminação por sua orientação sexual no ambiente de trabalho.
Outrossim, além dos empecilhos causados pelo preconceito e os estigmas sociais à comunidade homossexual, a violência se torna outra adversidade. Diante disso, um caso que ocorreu em 2011, em que pai e filho foram atacados e violentados por homofóbicos - que acreditaram se tratar de um casal gay - em São Paulo quando estavam se abraçando, repercutiu em todo o Brasil e, ainda hoje, não é incomum casais gays sofrerem violência tanto verbal, quanto física. Desse modo, pode-se perceber que a falta de segurança está profundamente ligada ao cotidiano dos homossexuais, uma vez que, todos os dias são alvo de críticas, bullying e agressões. Nesse sentido, faz-se, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para dirimir a questão. A priori, é fundamental que a partir da composição tripartite - governo, ministério do trabalho e entidades privadas -, haja a amplificação e a fiscalização dos direitos de trabalhadores em relação ao preconceito e a homofobia dentro das empresas, por meio de programas e investimentos com um planejamento adequado e políticas públicas efetivas, para que as empresas sejam punidas quando necessário e mudem sua posição perante a temática. Além disso, é importante que a mídia inclua cada vez mais essa parcela da população nos meios televisivos, para que a homoafetividade tenha um caráter natural para a população. Só assim, as relações que antes havia em Espartas, retornaram para a modernidade.