Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 09/09/2019

No passado, a homossexualidade já foi considerada uma doença. Entretanto, em 1990, a Organização Mundial da Saúde tirou a homossexualidade da lista de doenças ou transtornos.  Nesse contexto,  é essencial pontuar que a realidade da comunidade LGBT no Brasil está longe de ser perfeita. Já que é preocupante os dados sobre a violência que esse grupo enfrenta como uma consequência da LGBTfobia.

A priori, é válido citar que a Homofobia consiste na intolerância, discriminação ou qualquer manifestação de repúdio à homoafetividade. Nesse viés, de acordo com o último relatório da ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais), o Brasil ocupa o primeiro lugar em homicídios de LGBTs nas Américas. Logo, percebe-se que a ignorância e/ou intolerância de muitas pessoas é algo pertinente no país.

Outrossim,  A repulsa às diferentes formas de orientação sexual representa um desrespeito às liberdades básicas garantidas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. Dessarte, segundo pesquisa feita pela ONG “Grupo Gay da Bahia”, a cada 20 horas, um(a) LGBT morre no Brasil por serem LGBTs. Dessa forma, percebe-se que a violência representa o desrespeito ao direito de liberdade dessas pessoas.

Portanto, há dados que comprovam a intensa perseguição e violência sofrida pelos homossexuais. Logo, para resolver a construção social que há sobre a homossexualidade, urge que o Supremo Tribunal estimule o Ministério Federal a criar políticas públicas, bem como centro de ouvidoria e denúncia e um número específico para essas causas.  Também, é importante traçar ações de conscientização, punição e, sobretudo,  esclarecimento de diversas dúvidas sobre o assunto. Por outro lado, a mídia deve disseminar informações, e além disso, alternativas de inclusão, educação e contato. Assim, desconstroi-se imposições e preconceitos.