Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 20/09/2019
O artigo 5º da Constituição Federal de 1989, defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão da homofobia, o que, além de grave, torna-se inconstitucional. Dessa forma, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui influência da falta de políticas públicas e da formação familiar.
Convém ressaltar, a princípio, que a insuficiência de leis é um impasse para a resolução. De acordo com Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, a população homossexual não encontra respaldo político necessário para ser solucionado. Nesse sentido, pode-se observar a problemática, pois, essas pessoas não são protegidas como deveriam, como por exemplo, vivem em constante ameaça, prova disso, é que em 2018, segundo o Grupo Gay da Bahia, houve 216 assassinatos no Brasil. Assim, sem uma legislação correta, acontecimentos como estes, serão constantes.
Ademais, surge a questão da formação familiar, que intensifica a questão. Conforme o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a persistência da homofobia, apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, então, se uma família possui um indivíduo com caráter opressor, é possível que todos herdem esse comportamento, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas e estende-se por uma longa linha de pensamento.
Portanto, são necessárias medidas que garantam a redução da homofobia no Brasil. Logo, o Poder Legislativo deve revisar e criar políticas públicas que realmente sejam eficazes, para que os homossexuais estejam em proteção e prontos para se socializarem, a mídia pode dar apoio nessa medida divulgando tais leis nas redes sociais e TV nos horários nobres com o intuito de todos possuírem conhecimento. Além disso, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Cultura, devem desenvolver palestras em escolas, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e diminuir a influência familiar, tornando-os conscientizados. Enfim, o Brasil irá de encontro com Aristóteles.