Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 25/09/2019
O bem de todos
O ativismo LGBTQ+ é o movimento que luta pela igualdade social, respeito à diversidade sexual e aceitação. Hodiernamente, muitas conquistas em prol da garantia dessas igualdades já foram alcançadas – a exemplo do reconhecimento da união homoafetiva como uma entidade familiar, julgado em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal. Entretanto, essas conquistas não foram suficientes para eliminar o preconceito e a violência existentes na sociedade brasileira.
De acordo com dados da UOL, 8.027 pessoas LGBTs foram assassinadas no Brasil entre 1963 e 2018 em razão de orientação sexual ou identidade de gênero. Esse dado evidencia a baixa eficiência dos mecanismos de auxílio à pessoas trans, homossexuais e bissexuais, tais como a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, criada em 2016 e especializada em crimes de ódios contra esse público. A existência desses mecanismos é de suma importância, mas suas ações não estão sendo satisfatórias para melhorar os índices alarmantes de agressões contra o, erroneamente chamado, “promíscuos”.
Mas, apesar de ser o principal tipo, não é só agressão física a responsável pelas violências contra esse grupo. Devido ao caráter machista e patriarcal da sociedade brasileira, o preconceito começa por meio de xingamentos e discursos de ódio. Exemplo disso, é a fala do atual presidente do Brasil: “Aqui não pode ser país do mundo gay, temos famílias”. Essa alegação vindo da autoridade máxima do Executivo, corrobora ainda mais para o aumento do preconceito, como se casais - fora do contexto da heteronormatividade - não pudessem formar famílias. Além disso, existe a violência moral, ainda muito frequente no mercado de trabalho. Pesquisas comprovam que, a inclusão de transexuais, travestis e transgêneros no mercado de trabalho ainda é um desafio para as empresas brasileiras. Preconceito, desrespeito ao nome social são apenas algumas das situações enfrentadas.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a segurança do público LGBTQ+. Desse modo, o Estado deve, mediante a ampliação da atuação dos órgãos competentes, assegurar o atendimento adequado às vítimas e a punição correta aos agressores. Além disso, cabe às empresas a garantia de igualdade no espaço laboral, pagando um salário justo e admitindo funcionários pela sua qualificação, livre de preconceitos. Por fim, é dever da escola em conjunto com a sociedade, trabalhar o respeito a diversidade, por meio de palestras. Assim, alcançar-se á uma sociedade igualitária e de harmonia para todos, fazendo valer a Constituição Federal e a promoção do bem de todos, sem preconceitos e distinção.