Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 26/09/2019

O cantor brasileiro Johnny Hooker, aborda em uma de suas músicas a questão da homoafetividade na sociedade, afirmando que,“ninguém vai poder querer nos dizer como amar”. Fora do âmbito musical, a intolerância com homossexuais no Brasil, apenas pela sua orientação sexual, é um problema que vai de encontro contra a perspectiva do autor, gerando  assim, diversos conflitos no meio social. Nesse contexto, essa problemática tem base em fatores governamentais e sociais. Logo, faz-se necessário buscar alternativas para mudar essa situação.

De início, é imperioso destacar que a manutenção da homofobia no cenário brasileiro é, em parte, fruto da inoperância governamental para lidar com tal questão. Sendo assim, a falta de ações do Poder Público, que por diversas vezes recuou na decisão da criminalização da homofobia, contribuiu para que diversos indivíduos mantivessem suas atitudes transgressoras protegidas devido a falta de uma legislação que os punissem por tais práticas homofóbicas. Por consequência disso, a comunidade LGBT+ sofre com o preconceito e a violência que ainda persiste na sociedade.

Ademais, segundo a filósofa Hanna Arendt, em “A Banalidade do Mal”, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Nessa perspectiva, deve-se lutar para alterar a banalidade que a vida de pessoas homossexuais tomou, uma vez que a comunidade apresenta um dos maiores índices de homicídios no país. Ilustra bem isso, dados posto no site de informação G1, em que mostra que em média, uma pessoa homossexual é morta por dia no Brasil. Dessa forma, a união da sociedade é essencial para reverter e combater essa realidade tão recorrente.

Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para remodelar os fatores políticos e sociais. Desse modo, o Governo deve, por meio do Poder Legislativo, criar uma lei específica para enquadrar a homofobia como crime inafiançável, pois, apesar de ter sido aprovada uma emenda em 2019 para julgar a homofobia como crime de racismo, não é suficiente, uma vez que orientação sexual não é  uma questão de raça, dessa maneira, essa medida visa reduzir o índice de homicídios e permitir um convívio social harmônico. Assim, tal medida tem objetivo de resolver o impasse de forma precisa e democrática, permitindo então que ninguém diga “como amar”.