Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 08/10/2019

Segundo o filósofo alemão Friederich Nietzsche: “A má consciência é uma profunda doença que o homem contraiu”. Infelizmente, no Brasil, ainda há resistência em modificar essa condição humana de negar tudo que vai contra as próprias leis. A prova disso é a homofobia, que surge a partir do medo irracional e se manifesta das piores formas, comprometendo a saúde mental, a integridade física e até mesmo a vida daqueles que optam por algo contrário ao heterossexualismo.

Essa opressão premeditada é proveniente de uma sociedade arcaica e preconceituosa. A partir do momento em que lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, travestis e transexuais (LGBT’s) são configurados como uma classe inferior e anormal, percebe-se o quão doentes e prostados estamos diante de um convívio social. Os padrões de uma escolha sexual, julgada como correta, são implantados partindo do pressuposto de que a opinião individual deve prevalecer diante do todo, o impasse é que o pensar daqueles que defendem e apoiam o preconceito nem sempre vem acompanhado da tolerância.

Como consequência desse cenário, dados mostram que, no Brasil, a cada 25 horas um LGBT é morto, de acordo com o Grupo Gay da Bahia. E, com efeito agravante, crimes acometendo esse grupo passam despercebido, pois não há leis específicas de proteção aos indivíduos mencionados, como ocorre com o racismo. Infelizmente, o país que mais mata homossexuais é desprovido de leis e de educação comunitária no intuito de reduzir o preconceito e suas consequências, que podem ser verbais ou físicas.

Dessa forma, percebe-se que o Brasil precisa de uma legislação específica, que proteja os LGBT’s e investigue crimes praticados contra eles, através da criação de uma legislação própria, partindo do Legislativo até a sanção presidencial. Também se faz necessário trabalhar o tema nas escolas, provocando amadurecimento dos futuros adultos quanto à consciência de que somos todos iguais e dignos do mesmo respeito.