Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 15/05/2020
Na obra “Utopia”, do britânico Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual encontra-se livre de problemas e conflitos. Entretanto, nota-se, na realidade contemporânea o oposto do que o autor prega, uma vez que existe discussões sobre homofobia em território nacional. Com isso, é lícito afirmar que a negligência governamental, bem como a questão familiar são os pilares da problemática.
Convém ressaltar, a princípio, a inobservância estatal como um fator determinante para que o impasse persista. De acordo como filósofo Stuart Mill, no livro “Utilitarismo”, a mais honrosa das ocupações é fazer o que é certo. Contudo, verifica-se, na esfera brasileira, a ação antagônica em relação ao preconizado pelo utilitarista, visto que a falta de leis contribuem para que não haja criminalização dos preconceitos e atos violentos contra a comunidade LGBTQIA+. Logo, evidencia-se, que o Estado não honra sua posição, que é garantir a democracia universal a todos os brasileiros.
Além disse, outra dificuldade, é convivência familiar como impulsionadora do problema. Consoante ao psicólogo Vygotsky, o indivíduo é fortemente influenciado pelo o meio em que se insere. Analogamente, uma pessoa que vive em um ambiente disseminador de ódio contra homossexuais, tende a agir e pensar da mesma forma que os preconceituosos, ou seja, violentamente. Assim, é inegável o impacto do ciclo familiar na vida de um cidadão. Certamente, esse fato revela uma face perversa da sociedade brasileira.
Portanto, medidas são necessárias para dissolução do problema. Então, cabe ao Estado, desenvolver leis contra atos opressores aos homossexuais, de modo que seja aplicado firmemente e puna preconceituosos, com objetivo de mitigar a homofobia no país. Além de que, o Ministério da Educação (MEC), juntamente com a grande Mídia, crie conteúdos sobre a homossexualidade, com intuito de proporcionar o entendimento sobre à temática para famílias brasileiras, de maneira que sejam exibidas em plataformas digitais e em canais televisivos abertos ao público. Consequentemente, o Brasil poderia viver mais próximo da realidade retratada por More.