Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 09/06/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todos os indivíduos devem ser tratados com mesma importância. Porém, na questão da homofobia no Brasil, nota-se que que o ponto de vista do filósofo é contrariado, uma vez que esse grupo é vitima de discriminação constante. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui com causas: a exclusão desse grupo e o legado histórico brasileiro.
Convém ressaltar, a princípio, que a segregação desse grupo é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo Howald Becker, na obra “Outsiders”, indivíduos que fogem de um padrão estipulado pela sociedade são excluídos e deixados numa periferia social. Nessa perspectiva, é notório que devido à comunidade homoafetiva apresentar uma orientação sexual diferente do padrão estipulado socialmente, é marginalizada e invisibilizada. Fazendo assim, que a resolução do problema seja dificultada.
Além disso, a problemática encontra terra fértil na herança histórica brasileira. De acordo com Claude Levi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Sob essa ótica, mesmo que bastante presente no séc XXI, a questão da homofobia no Brasil tem raízes intrínsecas ao contexto histórico brasileiro, que em sua grande parte, a homossexualidade foi taxada como algo sujo e pecaminoso, o que dificulta ainda mais a sua solução.
Portanto, indubitavelmente, a segregação e linha histórica brasileira, são grandes pilares do problema, e medidas são necessárias para a sua resolução. Logo, é preciso que as escolas, em parceira com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversas e debate sobre a homofobia no Brasil. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e especialistas do assunto. Além disso, esses eventos não devem ser limitados ao alunos, mas ser aberto a comunidade, a fim de que pessoas compreendam questões relativas da homossexualidade no Brasil e, se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Dessa maneira, o Brasil se aproximará a filosofia de São Tomás de Aquino, e tratará todas as pessoas com a mesma importância.