Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 14/07/2020
É inquestionável que coisas consideradas diferentes ou fora do padrão sempre geraram estranhamento e desconforto. Em relação a orientação sexual dos indivíduos não é diferente. Contudo, infelizmente, em pleno século 21, onde há liberdade para se relacionar com qualquer pessoa não deveria mais ser uma questão, ainda se faz necessário debater a homofobia, entender suas causas e meios de combate-la.
Em primeiro plano, é preciso entender o papel da sociedade na persistência da homofobia. E, é possível entender, através de uma análise do conceito de banalidade do mal de Hannah Arendt. Que afirma que uma atitude errada cometida repetidamente deixa de ser vista como errada. Sendo assim, o preconceito e menosprezo com os homossexuais está tão enraizado nas falas - uma vez que são usados termos como “gay”, “bixa” e “viado” para se referis aos homo afetivos como objetivo de ofender e diminuir o outro - que deixaram de ser vistos como agressivos, desrespeitosos e preconceituosos. Essa normalização da homofobia, por parte da população, precisa ser freada o quanto antes.
Em segunda analise, se faz necessário entender como o Estado contribui de maneira negativa para que a homofobia ainda exista no país. Isso ocorre porque ele não se mostra agindo assiduamente no combate da homofobia. Um exemplo disso, é o fato da prática homofóbica só ter se tornado criminalizado no ano de 2019, e apesar de ferir uma cláusula pétrea do Direito Humano - a liberdade de expressão da singularidade humana - ainda não se encontra na constituição penal. Sendo assim, a falta de uma legislação própria, como ocorre em outros casos de preconceito como o racismo, se torna uma brecha e, muitas vezes um incentivo, na hora de cometer tal ato.
Assim exposto, fica evidente que, por ferir direitos fundamentais do ser humano, a homofobia precisa ser freada. Para isso é preciso que o Governo Federal crie campanhas educativas e que tenham o objetivo de propagar a igualdade entre as pessoas, independente de orientação sexual, e o respeito a singularidade do próximo, e vinculado aos meios de comunicação faça tais campanhas circular de forma massante. Também é importante que o Poder Legislativo crie delegacias especializadas a esses casos a fim de que haja um controle maior e melhor dos casos e das investigações dos mesmos.