Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 27/06/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More , é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que o autor prega , uma vez que abordar a questão da homofobia na terra tupiniquim apresenta óbices, os quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do estereótipo quanto da negligência governamental. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da comunidade.
Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que a aversão a casais homoafetivos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população ,embora isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, no que permite a prevalência da crença que pré-determina o social, ou seja, tudo que contradizer tal ideologia será vítima de preconceito. Por conseguinte, as pessoas que nascem nesse contexto moral irão apresentar dificuldades em aceitar a pluralidade de orientação sexual, logo , elas nutrirão ódio e acabarão descontando nos grupos LGBTs . Haja vista, é previsto pela ONU que a cada 25 horas um homossexual é morto de forma violenta no espaço canarinho. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgentemente.
Em segundo lugar, é imperativo ressaltar a supressão de zelo por parte do Governo nacional como promotor do entrave. De acordo com a teoria do inconsciente coletivo de Carl Jung - " A população apresenta pensamentos e atitudes com a ausência de consciência por causa da herança cultural passada de geração a geração". Em conformidade com essa ideia, é nítida a corroboração desse episódio, pois não há uma legislação específica que proteja qualquer indivíduo de sofrer ataques homofóbicos . Por consequência, tal medida contradiz o trecho da Constituição Federal de 1988, é assegurado a todos o direito de ir e vir com seguridade. Tudo isso retarda a resolução do entrave , já que a falta de atenção da União acerca do assunto contribui para perpetuação desse quadro deletério.
Dessarte, com o intuito de erradicar a problemática, é preciso que o MEC (Ministério da Educação e da Cultura ) entre em parceria com as escolas e universidades, com o intuito de realizar palestras sobre : “A necessidade de acatar o outro por estar inserido num âmbito moral distinto e como o desrespeito a diversidade de gênero e sexualidade reduz o avanço da economia”. Ademais, essas apresentações devem ser palestradas por psicólogos,sociólogos e economistas. Adicionalmente, é dever da direção dessas instituições acadêmicas postar nas redes sociais , Facebook e Twitter, tais abordagens.