Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 06/08/2020
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é que os homossexuais enfrentam diversos obstáculos para se inserirem na sociedade brasileira. Nesse contexto, o preconceito enraizado na comunidade e a falta de acolhimento familiar acarretam a permanência da discriminação e da marginalização desses indivíduos. Logo, medidas devem ser tomadas, a fim de combater esse preconceito e facilitar a inclusão dessa comunidade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o corpo social machista e patriarcal esteja entre as causas dessa problemática. Segundo Parmênides, toda mutação é ilusória, isto é, o ser é imutável, Portanto, partindo desse pressuposto, percebe-se que a imutabilidade do pensamento da sociedade está intrinsecamente ligada às raízes conservadoras de um povo intolerante. Outrossim, essa mentalidade primitiva é transmitida de geração a geração, em virtude da vivência em comunidade. Assim, o fortalecimento dessa ideologia de exclusão, além de comprometer o desenvolvimento humano e social do país, também agrava a problemática no Brasil.
Ademais, a discriminação começa a aparecer no ambiente familiar que deveria ser um espaço de acolhimento. Como resultado, várias pessoas que possuem uma identidade de gênero diferente do sexo atribuído são expulsas de casa e encaram diversos desafios para a sua sobrevivência. Esses dados são comprovados pela Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (AMLGBT) que registrou 73 casos de adolescentes que foram expulsos de casa na Região Metropolitana de Maringá (RMM), por conta da orientação sexual no ano de 2012. Nesse sentido, é necessário desenvolver uma maior tolerância dentro desse meio.
Embora não haja soluções imediatas para o problema, é evidente que a homofobia precisa ser combatida. Com o intuito de inserir esse grupo em nossa sociedade, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em campanhas e palestras alegando sobre a importância da igualdade de gênero. Além disso, figura como medida estatal eficaz, a obrigatoriedade de aulas de educação sexual em escolas da rede pública e privada, educando indivíduos a conviver com as diferenças, para que assim seja possível viver na sociedade plural e fraterna, contribuindo para a concretização dos planos de More.