Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 11/07/2020

A  população LGBT é composta por lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais, mas, acima de tudo, são seres humanos, que, segundo a Constituição Federal, são iguais perante a lei. No entanto, a realidade é antagônica, posto que muitos indivíduos tratam essas pessoas como aberrações. Sendo assim, a principal importância de combater a homofobia é poder garantir a esses cidadãos o direito de viver livrimente e exercer de modo pleno o que está previsto na legislação brasileira.

Em primeira análise, vale salientar que homofobia é toda prática de discriminação remetente ao grupo supracitado. Nesse contexto, por mais que esses indivíduos tenham conseguido conquistar mais espaço, mais vozes e mais apoio, as práticas de violências permanecem ascendentes. De acordo com o jornal “O tempo”, as agressões, no Brasil,  mais recorrentes são as de cunho físicos e as psicológicas, ocorrendo, marjoritariamente, nas ruas e nas casas das vítimas. Além disso, as denúncias vem de 73% do sexo masculino e 17% do sexo feminino, com idades entre 18 e 30 anos. Em suma, é evidente, que o tratamento é discrepante em relação ao dos heterossexuais e a execução dos artigos são falhos.

Em segunda análise, convém ressaltar que além do preconceito afetar a convivência, de modo geral, ela interfere também no âmbito profissional e na ascensão social. Dessa maneira, é válido pensar em quantas pesssoas precisam esconder sua indentidade, pois temem ser desqualificado pela sua escolha pessoal e não pela a qualidade profissional. Ademais, quantos indivíduos LGBT se submetem a prostituição, devido a falta de oportunidade e em conjunto os estereótipo empregados a eles. Dessa forma, o programa “Pofissão repórter”, buscou apresentar a árdua realidade cotidiana desses seres humanos, que passam por inúmeros constrangimentos diários, e mostrou quantas empresas deixam de contratar eles ao saberem que são homossexuais. Em síntese, é nítido que por mais que essas pessoas estejam preparadas para determinados cargos, elas permanecem em um ciclo de falta de inclusão, devido a homofobia ainda ser muito presente. A posteriori, apesar da Constituição promover em seus artigos o bem estar social e repugnar todas as formas de discriminação, inclusive a homofobia, ela ainda está falha em tirar essa prática do papel.

Em face do exposto, é necessário que o Poder Executivo busque maneiras de não ferir os direitos sociais. Isso pode ser feito mediante uma implementação mais rígida do controle de discriminação e a adição de punições mais efetivas que causem reflexões, como por exemplo, cursos obrigatórios, com profissionais qualificados, sobre diversidade e respeito, para aqueles que descumprem a lei. Logo, seria possível uma reeducação gradativa, a longo praso, que abriria a mente das pessoas para uma maior inclusão e uma exerção mais igualitária dos direitos civis.