Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 03/08/2020

De olhos vendados

Durante o grande Império de Júlio César, na Roma Antiga, aspectos relacionados à homossexualidade eram corriqueiros. Nesse período, essa experiência não era repudiada, a exemplo temos uma citação de escritos preservados da época a respeito do imperador: “ele era o homem de todas as mulheres e a mulher de todos os homens”, o que demonstra certa habitualidade. Entretanto, dando continuidade à linha do tempo, nota-se mudanças pragmáticas dessa. Na Contemporaneidade reverteu-se a atos de impraticabilidade ou de impureza, remetendo ao conceito de família (homem e mulher), principalmente no Brasil, em que se vê, a eleição de um presidente fervoroso a essa opinião, corroborando para uma população alarmada, feroz ao preconceito, aumentado as barreiras para proteção da camada LGBT.

Ao mesmo tempo, uma população abismada com tamanho “desrespeito”, alude a campanhas homofóbicas, como a “Cura Gay” - os líderes de tais movimentos incluem desde indivíduos menos favorecidos até profissionais de alto padrão, o que contribui com a ideia de que essa discriminação é universal. Esses conteúdos são pautados na ideia de que a homossexualidade é algo patológico e que pode ser dizimado, contrariamente ao proposto por Freud, que relatava aspectos associados a anatomia. Portanto, ao enquadrar a homo afetividade como doença, leva a diminuição da criação de alternativas de inclusão social, como o casamento entre pessoas de mesmo sexo, recém estabelecido em países como Alemanha e Austrália.

Tangente a isso, pode-se notar a crescente onda de evasão escolar devido as questões de gênero. Segundo dados da Unesco, essa chega a 28% entre os homossexuais e, concomitantemente, está relacionado ao aumento na taxa de suicídio nessa idade. Essas questões estão muito associadas a política, pois em pelo menos 70 países é considerado crime ou, em outras localidades, pode levar a pena de morte. No Brasil, o mais próximo de criminalizar atos violentos contra essa população foi a Lei Caó, criada para qualquer ato de preconceito, relacionado a cor, etnia, por exemplo, o que não difere de crime contra sexualidade. Com isso, cria-se uma tensão ainda maior para esses indivíduos que podem enfrentar a violência desde seu vizinho até um “representante do povo”.

Diante dos fatos, cabe ao Estado elaborar atos constitucionais abrangentes a essa camada, no que diz respeito a leis ou artigos. Em meio a isso, as Secretarias de Cultura e Educação poderiam criar campanhas escolares ou universitárias de incentivo a inclusão. Logo, atitudes como essas incitariam o indivíduo a repensar suas atitudes e, possivelmente, seu conhecimento no assunto.