Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 03/09/2020
Para a filósofa Hipátia, é imperioso compreender as circunstâncias que estão ao redor para entender melhor o que há mais além. Verifica-se, entretanto, que a discriminação coletiva contra homossexuais implica o ideal filosófico antanho enfatizado. É um atraso, pois, em pleno século XXI -tido como evoluído-, a homofobia ainda esteja presente no cotidiano brasileiro, o que faz-se fundamental analisar o porquê, assim como a consequência.
De fato, o problema advém, em muito, de reflexo histórico. Nesse viés, a datar da Europa na Idade Média, a Igreja Católica já propagava o conceito de família tradicional -mulher, homem e filhos-, a fim de persuadir o intelecto dos indivíduos a repulsar outros estilos de vida. Paralelamente, a partir da presença do homem branco na América, esses valores passaram a ser ensinados aos povos indígenas e africanos, em especial no Brasil. Infelizmente, isso constituiu uma civilidade coerente com a homofobia, apesar da Constituição Federal de 1988 garantir que todos os cidadãos devem ter integridade física e moral garantida independente da sua orientação sexual, no entanto, está deturpada.
Presencia-se, em decorrência disso, uma vigorosa hostilidade da coletividade. Em consonância a isso, há de se pontuar que a subjetividade presente no preconceito contra gays é um fruto de um acordo civil que é lhes concedida. Assim, é necessária uma mudança nos valores sociais para transpor a problemática. Pois, a refletir sobre a criação da Lei Áurea -efeito da pressão interna e externa populacional, no qual forçou a princesa Isabel a assinar o fim da escravidão contra negros-, torna-se mais vislumbrante que o ser humano é suficientemente apto a vencer obstáculos.
É pertinente defender, portanto, que os impasses supracitados instituam desafios a superar. Para tanto, o Estado, por intermédio da verba pública, deve construir delegacias especializadas em crimes contra homossexuais, com o intuito de atenuar a discriminação, fora, é claro, aumentar a pena criminal para quem a praticar. Em conjunto, ainda cabe à sociedade pressionar o Poder Executivo -órgão governamental responsável pela administração de normas legais- a garantir que tais medidas sejam executadas em escala nacional para, desse modo, erradicar -por conseguinte- a homofobia. Com essas ações, aos poucos, análoga subjetividade coletiva estará correspondente ao princípio de Hipátia, além de vitalizar vigor à Constituição Federal de 1988 para o século XXI.