Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 15/09/2020
A teoria da Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada como base do nazismo, defende o controle social por meio de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. Infelizmente, no Brasil hodierno a noção eugênica de superioridade pode ser percebida na questão da homofobia, uma vez que grupos que não se identificam heterossexuais são vítimas de constantes perseguições. Dessa forma, é necessário debater não só a arcaica mentalidade social, mas também a deturpação de direitos constitucionais.
Convém ressaltar, a princípio, a lenta mudança social frente o impasse da homofobia. Sob essa lógica, é válido lembrar que conforme afirmou o filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar. Assim, é possível perceber que o tema é fortemente influenciado pelo pensamento coletivo, pois se os indivíduos crescem inseridos em um contexto social preconceituoso e intolerante a tendência é adotar o mesmo tipo de comportamento. Logo, as perpetuações de ações excludentes, contra a população homossexual, como piadas e agressões físicas, passam de pais para filhos como se fossem comportamentos normais, configurando um fato social que mata e oprimi muitas pessoas.
Ademias, é essencial discutir a perda de direitos já conquistados. Nessa conjuntura, a elaboração do artigo quinto da Constituição Federal de 1988, foi baseada no sonho de proporcionar segurança e bem-estar a todos os brasileiros, sem qualquer tipo de distinção. Entretanto, é notório que o poder público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor desse direito, pois muito indivíduo têm sua integridade física e moral ameaçada por se declararem homossexuais. Dessa maneira, percebe-se que a questão configura não só um irrespeito colossal, mas também a violação da Carta Magna do país.
Isto posto, com o objetivo de fazer valer a constituição e acabar com o preconceito enraizado no social, urge que o Ministério da Educação, em parceria com as grandes mídias, faça campanhas informativas, por meio de canais de televisão e internet. Para isso, essas devem conter dados e a participação de pessoas que foram vítimas de homofobia, com a finalidade de despertar a empatia e mostrar a gravidade da perpetuação do problema. Ademais, a campanha pode subir a hashtag “#homofobiamata” para dar maior visibilidade a causa. Somente assim, o Brasil não retratará a Alemanha nazista.