Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 17/09/2020

A análise histórica da aceitação de homossexuais na sociedade global apresenta aspectos positivos, já que antes a orientação sexual era motivo de perseguições, e hoje, pode-se observar o crescimento de países que aprovam o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Na realidade brasileira, entretanto, a afirmação da orientação pode ser perigosa, visto que o país apresenta o maior índice de homofobia no mundo, devido a falta do controle governamental e influência do preconceito em órgãos públicos. Assim, o debate para combater este problema é essencial.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que a falta de práticas governamentais é responsável pelo aumento de homofobia no Brasil. Segundo reportagem realizada pelo G1, as queixas de homofobia reportadas à polícia são consideradas como casos de de violência física ou moral qualquer, de modo a ignorar a real origem da violação - que parte da intolerância a esses indivíduos. Partindo disso, se a violência contra um grupo específico do corpo social não é julgado de modo particular, entende-se que a homofobia não é vista como um crime, e apenas, infelizmente, como um detalhamento do ocorrido. Logo, se não há processos que condenem especificamente os atos horrendos contra os homossexuais, esse preconceito não poderá ser controlado por viés político.

Ademais, é inegável apontar que a intolerância de órgãos públicos aos homossexuais reflete na exclusão social destes. A partir da explosão de casos de AIDS nos anos 80 e a criação da associação da doença com homens gays - o que foi gerado através da desinformação - o Brasil, em 1973, passou a impedir que homens, que se relacionassem com outros do mesmo sexo, pudessem doar sangue. Apesar do desenvolvimento de pesquisas recentes que anulam esta relação, esses indivíduos ainda são excluídos dos cidadãos que podem contribuir com seu sangue em prol da saúde da sociedade. Sendo assim, se os órgãos públicos toleram esse tipo de preconceito, a população passa a ser influenciada sob tal ótica, e assim, a homofobia é intensificada.

Portanto, a implementação de medidas para combater a homofobia é imprescindível. Para que isso seja amenizado, os perfis das comunidades de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e mais (LGBT+), com o apoio de usuários das redes sociais, devem pressionar o governo, por meio da publicação de dados e relatos que comprovem a violência praticada a esse grupo de indivíduos, para que as autoridades se sensibilizem e aprovem leis eficientes contra o exercício deste preconceito. Por fim, a influência de um governo intolerante a homofobia poderá reduzir esse absurdo presente na realidade atual.