Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 20/10/2020
No dia 17 de maio de 1990 a Organização Mundial da Saúde(OMS) ,excluiu a homossexualidade da classificação de doenças, tal fato mudou o rumo do debate global. Porém, no Brasil, em pleno século XXI a homofobia persiste, seja pela inexistência de leis específicas ao tema como também pela falta de conhecimento técnico do assunto a população brasileira. A falta do Estado resulta na desordem. Nesse viés, inexiste, no Brasil, leis que tipifiquem o crime de homofobia, causando graves consequências a comunidade LGBT(lésbicas, gays, bissexuais e travestis). Segundo dados da ONG Grupo Gay da Bahia(GGB) em 2017 houve uma morte a cada 24 horas de membros da comunidade LGBT. Tais dados demonstram a importância de se ter um Estado empoderado de seus deveres.
Além dos fatos supracitados, não há, nas escolas do país o estudo da temática. Nesse sentido, é nítido que mesmo após a OMS ter dito que a homossexualidade não é uma doença, o tema ainda não foi incluído nas escolas para debate, análise e entendimento dos alunos acerca da diversidade de gênero. Faz-se necessário, portanto, mudar esse cenário.
Logo, erradicadar a homofobia é dever não só dos governos, mas também da sociedade. Dessa forma, cabe ao Poder Legislativo Federal junto ao Executivo a criação e execução de leis que tipifiquem o crime de homofobia, a fim de encrudecer a pena para os criminosos, com o intuito de trazer justiça a comunidade LGBT. Ademais é função do Ministério da Educação introduzir o estudo da diversidade de gênero nas escolas, por meio de aulas teóricas, filmes, teatros e palestras, a fim de aproximar o tema dos alunos e pais.