Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 10/11/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Contudo, a população brasileira contraria esse ponto de vista, dado que os homossexuais, diversas vezes, sofrem discriminação social constante, porque eles não se encaixam nos moldes societários preestabelecidos. Dessa forma, evidencia-se a configuração de uma problemática, em virtude da antipatia da sociedade e da violência acometida a essas pessoas.
Antes de tudo, a hostilidade social encontra terra fértil nas estruturas morais preestabelecidas. Nesse sentido, a máxima de Martin Luther King de que “Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a simples arte de vivermos junto como irmãos” cabe perfeitamente. Nessa perspectiva, a sociedade brasileira atual possui raízes no patriarcado e no machismo, os quais pregam a ideologia de uma população homogênea e heteronormativa. Por consequência, os indivíduos que tangenciam esse padrão são vistos como desviados e imorais e ficam suscetíveis a sofrerem várias agressões, tanto verbais, quanto corporais.
Ademais, esses sujeitos, ao serem alheios a esses paradigmas, passam por ataques físicos e psicológicos. Desse modo, de acordo com dados divulgados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), entre 2015 e 2017, 24.564 notificações de violência contra a população LGBT foram registradas. Dessa maneira, esses dados demonstram que essa contrariedade está presente de forma intrínseca na nação. Outrossim, essas informações podem estar incompletas, visto que parte dos homossexuais que sofrem essas injúrias não denunciam, uma vez que eles têm receio de passarem por mais agressões, em razão de que a tendência dos sujeitos que realizam essas hostilidades é de repetirem os abusos.
Infere-se, portanto, que esses ataques devem ser combatidos na nação. Assim sendo, o Ministério da Cidadania, juntamente ao apoio das entidades escolares, deve, por meio de verbas públicas, promover palestras constantes sobre homofobia nas escolas. Logo, essas palestras abordariam assuntos como os motivos e a origem da discriminação para com essas pessoas, além de incentivar os alunos a denunciarem casos de homofobia que eles possam presenciar. Em síntese, a partir dessas ações, esses transtornos poderiam ser minimizados no país, pois como cita a escritora Helen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância.