Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 18/11/2020

O paradoxo brasileiro.

Durante a Alemanha Nazista, o ditador Hitler defendia perseguir e matar todos os homossexuais em prol do estabelecimento de uma raça pura, ou seja, sem diversidades e esse pensamento se reproduz até os dias atuais no Brasil. Esse fato demonstra a fragilidade do sistema público brasileiro, a qual, por falta de incentivos para a discussão sobre a homofobia e da sua criminalização, gera o principal problema do país: violência contra homossexuais. Assim, observa-se a necessidade de analisar os avanços e os desafios para uma possível solução da problemática.

A princípio, vale ressaltar o progresso histórico na luta para assegurar os direitos do cidadão. Nesse sentido, Mário de Andrade, importante poeta brasileiro, afirmava que ‘‘O passado é lição para se meditar, não para se reproduzir’’. Tal assertiva faz referência ao Período Medieval, quando a Igreja Católica era contra a união entre indivíduos do mesmo sexo biológico e, por conseguinte, os condenavam à morte. Por tudo isso, a Constituição de 1988 determinou que é dever do governo não somente garantir o acesso ao direito de liberdade de escolha - o qual permite a legalidade da relação afetiva entre homossexuais -, mas também propor medidas capazes de gerar discurssões de caráter reflexivo sobre o homossexualismo, com vistas a garantir o direito à vida de todas as pessoas.

Não obstante, é indispensável destacar os obstáculos enfrentados para combater a violência. Nessa lógica, semelhante ao ocorrido na Alemanha Nazista, cerca de 1000 homossexuais são mortos por dia, segundo dados do site O Globo. Isso ocorre devido ao paradoxo existente no Brasil, o qual se caracteriza pela criminalização apenas da discriminação, enquanto que a homofobia - um tipo de atitude discriminatória - não é combatida no país. Ainda, é importante evidenciar que a pouca discussão sobre o preconceito existente contra homossexuais contribui para o desconhecimento sobre a importância de respeitar o homossexualismo, pois permanece entre os brasileiros a ideia de que a relação afetiva entre duas pessoas do mesmo sexo biológico é um ato incorreto.

Depreende-se, portanto, que ações contra a homofobia devem ser imediatamente iniciadas. Para tanto, cabe às ONGs utilizar as redes sociais para exigir uma alteração na atitude pública referente à homofobia, por meio de propagandas, a fim de agilizar sua criminalização. Ainda, o cidadão deve compartilhar na internet as informações divulgadas pelas ONGs, com vista a tornar o homossexualismo um tema amplamente discutido na sociedade. Ademais, o Poder Legislativo deve discutir e criminalizar a homofobia, por meio de palestras virtuais com acesso livre e de leis, com o intuito de minimizar os índices de violência contra homossexuais.